segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Plano de Provas para 2011

O meu plano de provas para o ano de 2011 e mais algumas que vão aparecer pelo caminho e irei provavelmente participar.


Com datas sujeitas a confirmação:


27-Fev - Corrida da Árvore - 10kms
06-Mar - Corrida de Cascais - 20kms
13-Mar - G.P. das Lezírias -V.F.Xira -14,5kms
20-Mar - 1/2 Maratona de Lisboa - 21kms
10-Abr - Corrida dos Sinos -Mafra - 15kms 
17-Abr - Corrida do Metropolitano - Cpo.Grande-Rossio - 15kms
08-Mai - 1/2 Maratona da Costa Azul -Setúbal - 21kms
22-Mai - Meia Maratona dos Palácios - Sintra - 21kms
29-Mai - Entre Serra e Mar - Guincho - 13kms - a pedido do Fábio :-)
05-Jun - Corrida do Oriente (Parque das Nações) - 10kms
18-Jun - Marginal á Noite - Oeiras - 8kms
10-Set - 1/2 Maratona de S.J.das Lampas - S.J.Lampas - 21kms
18-Set - Corrida do Destak - Carcavelos-Cascais - 10kms
25-Set - 1/2 Maratona Ponte Vasco Gama - 21kms
09-Out - 1/2 Maratona Ribeirinha da Moita - 21kms
23-Out - Corrida do Tejo / Nike - Algés/Oeiras - 10kms


06-Nov - 10:00 - Maratona da Cidade do Porto - 42kms


18-Dez -G.P. do Natal (E.Luz/Restauradores) - 10kms
31-Dez - São Silvestre de Lisboa - 10kms

Diplomas

Henriqueta Solipa 00:52:24 - tempo chip- 00:51:25 / tempo 5kms - 00:27:02

Carlos Renato 00:52:24 -    tempo chip- 00:51:24 / tempo 5kms - 00:27:02

domingo, 26 de dezembro de 2010

São Silvestre de Lisboa



A terceira edição da São Silvestre de Lisboa contou mais de 3500 participantes, entre eles os grandes nomes do atletismo nacional como Jéssica Augusto (campeã europeia de corta-mato), Dulce Félix (terceira classificada no Europeu de corta-mato), Anália Rosa (Vencedora Crosse Internacional de Oeiras), José Ramos (vencedor da São Silvestre do ano passado), Hermano Ferreira (melhor português na 13.ª Meia-Maratona de Lisboa) e Ricardo Ribas (vencedor Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada em 2007).



Cheguei bem cedo com o Carlos e tivemos a oportunidade de ver a partida da pequenada. Adorei ver!!! Fiquei emocionada com um pequenito que na linha de partida caiu e desatou a chorar de aflição, rapidamente a grande Rosa Mota lhe deu a mão e foi com ele. 
De certeza que todos os outros devem ter ficado com pena de não terem caído também :-)

Vi o Carlos Lopes, aliás ele é que me viu mas de resto não encontrei mais ninguém dos conhecidos... tive pena, nem o Fábio desta vez...

Reconheço que a prova estava muito bem organizada e agora com esta nova prova para os mais pequeninos melhor ainda. É mais uma aliciante para todos.
Gostei mais do percurso deste ano do que dos anos anteriores.

Corri  e por diversas vezes estive lado a lado com mais uma grande senhora do desporto que é a Analice Silva.

Desta vez o Carlos puxou por mim na subida, ele gosta muito de começar rapidamente e eu gosto mais de ir com calma e fazer provas mais longas. Neste caso tínhamos mesmo que ser rápidos, não há tempo para grandes aquecimentos.Na descida da Av. da Liberdade consegui dar um bom andamento e controlar mais ou menos bem a passada para não ter problemas nos pés.

Fiquei contente com o tempo que fizemos de  52'00 e poucos segundos pois não consegui ver ao pormenor.


Agora vou falar do que achei negativo:
  • a falta de luz na zona do Cais do Sodré até à Praça do Comércio, imperdoável, viam-se pessoas a tropeçarem e outras como eu que sou pitosga a agarra-me à camisola do Carlos para não cair.... NÃO SE VIA O CHÃO ainda por cima empedrado e com sombras....
  • a água numa curva onde a maioria das pessoas tropeçava ou desistia simplesmente de a levar, será que não há um local melhor para se distribuir agua como numa recta? bastava serem uns poucos metros á frente!!!

Que confusão é que há com os chips e medições da prova?
Recebi um sms da organização a dizer que tinha terminado a prova em 1h00 e 05s e o Carlos recebeu um sms a dizer que acabou a prova em 45'00''    ??????? 

Acabamos os dois ao mesmo tempo lado a lado !!!!!!


ACABEI DE RECEBER NOVO SMS...  correcção: fiquei em 1519 da geral com um tempo de 52'26''

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

53ª Grande Prémio de Natal

Eu e o Carlos, deixamos o carro no estacionamento da Praça da Figueira e daí mesmo partimos a correr até ao Saldanha, quando lá chegamos fomos buscar os nosso chips. Eu com o dorsal nº 484 e o Carlos com o nº 485.

Tomámos um café calmamente no Centro Comercial e quando saiamos encontramos o Fábio e o irmão e trocámos umas breves palavras. É sempre um prazer falar contigo Fábio....

Prova rápida sem dúvida, a minha 1ª prova após a minha estreia na Maratona. Não pensei conseguir os 41'00 que consegui. Eu e o Carlos recuperámos depressa, pelo menos assim parece, mesmo nos treinos que fizemos antes desta prova.

No final também tive a oportunidade de trocar umas palavras rápidas com o José Lopes, foi um prazer conhecer-te mesmo que de uma forma tão breve.

Este ano não houve atropelos na meta como no ano passado, mas não deixou de haver uma certa confusão na linha da meta.
Foi complicado sair daquele emaranhado de gente, eu falo por mim e fiquei enregelada.

Pelos vários comentários que ouve e por diversos aparelhos verificou-se mais uma vez que a distância não estava devidamente marcada.
Não foram os supostos 9kms que deveriam ter sido!

O Carlos Renato, com o dorsal 485 ficou no nº  197, da tabela M45, eu não apareço em tabela nenhuma :-( e a única disponível até agora foi a da JesusEvents.

Diz no site...
As classificações completas do Grande Prémio de Natal da AAL estarão disponíveis na Internet, no site oficial da prova, www.gpnatal.aalisboa.com e no site da AAL, www.aalisboa.com, a partir das 16h00.

Espero conseguir um bom tempo na S. Silvestre de Lisboa, vamos ver...

Como recordação uma foto tirada pelo Carlos Viana Rodrigues da AMMA.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Next....








(pela 1ª vez! disseram-me para não perder esta :-)

the day after....

Bolas, tenho uma falha enorme no meu descritivo da Maratona!

O grande Fábio por duas vezes nos aplaudiu. A primeira quando ainda aguardava o início da prova dele e a segunda cruzamo-nos no percurso comum entre o Cais do Sodré e Algés. Teve ainda a oportunidade de nos tirar uma foto e presentear-me com um quadradinho de marmelada que me custou algum tempo a abrir mas que me soube deliciosamente bem na altura. Mesmo assim prefiro os quadradinhos de marmelada, menos doces que os pacotinhos de gel!!!

Espero que o Fábio se encha de coragem para o ano me acompanhar no Porto hehehehe (isto não parece... é um desafio que te proponho!!!) a não ser que sejas como o Carlos, gosta das provas mas é uma grande chatice treinar :-(

Hoje já sei quem passou por mim no sentido contrário a grande velocidade, também na recta Cais Sodré/Algés, foi o Vitor Veloso.
Bem ouvi um "força Henriqueta", olhei, mas não consegui identificar quem era ....
O José Carlos Melo, sempre presente e que nos viu chegar ao Estádio 1º de Maio, já estava ele de medalha e todo fresquinho enquento nós corriamos os últimos metros para chegar  à meta.

Hoje, passado algum tempo do términos da prova, o que sinto?

Apenas os meus pés doridos, uma bolha chata que apareceu apesar de todos os cuidados e um tornozelo ligeiramente sensibilizado, nada que com a pomada Picalm não passe :-)




domingo, 5 de dezembro de 2010

Já sou MARATONISTA !!!

Caros amigos este objectivo já o atingi, com esforço e muita ajuda.

Tenho um Padrinho de Maratona que me foi dando sempre os seus conselhos de experiente corredor, de maratonista e ultramaratonista, o Jorge Branco.  Muito obrigada.

O Carlos que gosta de fazer provas mas também gosta de me "boicotar" os treinos e foi comigo para esta prova para provar que se pode fazer a Maratona com poucos treinos (verificou que não é bem assim!)

Fora tudo isso era a vontade de se conseguir ultrapassar uma etapa que para quem não corre à muito tempo como eu, é como atingir o "pote de ouro". Pensei que ia chorar de emoção, não chorei, mas a emoção foi muito grande quando cheguei à meta do Estádio 1º de Maio.

Comecei bem e depois preocupada ao 11kms por causa do meu pé que com frequência me dá problemas, mas depois passou tudo foi ficando bem aquecido e lubrificado.
Não sou de comer muitos doces, mas com a dose de doces que comi na ultima semana (1 bolo por dia e 1 tablete de chocolate) mais o gel de 10kms/10kms  e a marmelada e a bebida isotónica, acho que ainda vou chegar ao Natal enjoada de doces....

Vi pessoalmente pela 1ª vez o meu padrinho da maratona e nessa altura bem levezinha ainda quando passei o Cais do Sodré a caminho de Algés, na volta as pernas já começavam a pesar e voltei a revê-lo aos 35kms e disse-lhe nessa altura que as coisas já estavam a ficar mais difíceis. Ele sabia bem o que eu dizia, fiz alguns treinos de 30kms, mas depois dos 30 kms era uma incógnita para mim!

Eu e o Carlos chegamos aos 37kms com 4h14m de prova! Nada mau para uma 1ª vez e com uma dose reduzida de treinos para a maratona. Depois... depois... é que a "coisa" começou a ficar preta!

O Carlos não vai ficar zangado por dizer a verdade, ele sabe, a teoria dele caiu por água abaixo. Eu corria já bem mais lento, mas sei que iria acabar a prova sem andar, eu sei que provavelmente iria acabar próximo das 4h30, mas o Carlos sentiu-se mal, eram as pernas, as costas na zona lombar, era a respiração que já não controlava.... mas nós estávamos juntos e era para terminar juntos!!!

Até à meta andamos, corremos, andamos.... e eu recusei-me a entrar no Estádio 1º de Maio a andar. O certo é que próximo dos 41kms eu acelerei, porque senti força, acelerei mesmo...  o Carlos também mas ia aflito, abrandei e entramos a correr no Estádio... de mãos dadas terminamos a prova juntos!



1428 -  HENRIQUETA SOLIPA -   04:46:00 (27ª na minha categoria)
1429 -  CARLOS RENATO -  04:46:01

Quando acabou a prova disse-me que eu já não o metia em mais nenhuma. Para ele até pode ser, eu não!
Já tenho o meu próximo objectivo traçado...  MARATONA DO PORTO 2011 !!!

Partilho a minha 1ª foto disponível, tirada por dois amigos nossos que nos foram aplaudir e dar força, o Lauro Tramujas e o Fauze Al Kadre. Estavamos a ir em direcção à Almirante Reis...



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Voilá....






               Lisboa, 18 de Novembro de 2010
     Caro(a) atleta HENRIQUETA SOLIPA,

É com grande prazer que lhe estamos a enviar a confirmação da sua inscrição na MARATONA de Lisboa/ Campeonato Nacional da Maratona. O seu dorsal é o nº 1428, pertencente à equipa INDIVIDUAL, e deverá ser levantado na Feira da Maratona, Parque de Jogos 1º Maio [Fundação INATEL], Av.ª Rio Janeiro, Lisboa, aberta nos dias 3 e 4 de Dezembro, entre as 10:00 e as 19:00 horas.
A organização da Maratona Seaside de Lisboa deseja-lhe uma óptima preparação para a corrida.

         Até lá!
    Saudações desportivas.

             António Campos
      - Director da Corrida


NOTA: É imprescindível a apresentação desta carta para o levantamento do dorsal.



O CARLOS RENATO acompanha-me com o dorsal nº 1429


domingo, 7 de novembro de 2010

Dicas de Ouro para Corredores

Cuidados Antes, Durante e Depois da Corrida
Compiladas por
Osvaldo Maldonado Sanches





Seus pés merecem cuidados especiais, em particular antes das corridas longas - Como ressaltamos na Parte III das Dicas, os pés e as pernas são os “equipamentos” mais importantes para as suas corridas. Portanto, cuide sempre muito bem dos seus pés. Esse cuidado deve ser ampliado na semana que antecede uma corrida longa. Durante esse período dê a eles um tratamento especial, aplicando, todas as noites, antes de dormir, uma leve camada de vaselina (ou de creme hidratante) em seus pés, sobretudo nas partes em que existam calosidades ou trincas e vista meias macias e folgadas. Após esse tratamento a pele dos seus pés ficará bem amaciada e lubrificada, dificultando a formação de bolhas e/ou ferimentos pelo repetido atrito com o tênis durante a corrida. 

Inicie devagar e termine com desaquecimento: Procure iniciar a sua corrida com uma caminhada, seguida de alongamentos e de um período de 5 a 10 minutos de trote lento. Essa orientação é fundamental para o aquecimento e alongamento dos músculos, preparando-os para os exercícios subsequentes. Sempre que possível termine a sua sessão com 5 a 10 minutos de corrida lenta e/ou caminhada, para eliminar os resíduos acumulados nos músculos e para baixar gradualmente os batimentos cardíacos. Por razão similar, evite começar as corridas longas com ritmo intenso (salvo no caso de atletas de elite ou muito bem treinados e aquecidos). O recomendável, nesse caso, é correr os primeiros três km a uma média de velocidade que esteja 10 a 15 segundos abaixo de sua velocidade habitual para aquele tipo de corrida (meia maratona, maratona, etc.). Isso permitirá que o corpo se aqueça gradualmente até atingir um ritmo sustentável (as endorfinas só agem depois de 15 a 18 minutos de exercício) e preserve os estoques de glicogênio para uso na etapa final da prova.

Durante provas mais longas siga estratégias consolidadas: Como orienta Ayrton Ferreira, durante provas de percurso longo (mais de 10 km) três elementos devem estar presentes na estratégia do atleta: autoconfiança, tática e ritmo. A autoconfiança, ou atitude mental otimista, propiciada pelo adequado treinamento (por tempo suficiente e com intensidade apropriada) e pelos demais cuidados observados (na alimentação, repouso e seleção do equipamento). A tática, abrangendo a realista fixação dos resultados pretendidos (compatível com o nível de preparação do atleta) e a definição da conduta a ser observada em cada uma das várias etapas da corrida (aquecimento, inicial, intermediária, final e pós-corrida). O ritmo, cuja amplitude deve ser feita em relação a cada etapa da corrida de modo a obter transições suaves de uma etapa para outra e que o ritmo fixado para a etapa intermediária (que deve compreender 70% a 80% do percurso) possa ser mantido quase uniforme durante o trajecto e que o ritmo (mais lento) adoptado para os primeiros quilómetros favoreça o aquecimento gradual do corpo e a obtenção de um estado de corrida económica.

Esteja no controle de seu ritmo e preste atenção às mensagens do corpo: Em treinos ou competições de longas distâncias (10 milhas, ½ maratonas e maratonas) fique no seu ritmo habitual, ou seja, naquele para o qual você se acha preparado. Se não estiver disputando as primeiras colocações, inicie em ritmo bem confortável até que seu próprio corpo se mobilize para ritmos mais elevados. Essa estratégia lhe renderá frutos na segunda metade da corrida, ocasião em que muitos ficam pelo caminho. Além disso, mantenha-se atento às mensagens que o corpo lhe envia sobre a situação dos seus sistemas (digestivo, circulatório, locomotor, térmico, energético, etc.) para poder detectar, em tempo, sinais de que algo não está bem. Isso ocorre, por exemplo, quando uma “dorzinha” numa articulação, músculo ou ligamento começa a se tornar persistente ou quando o atleta, após devido aquecimento, se sente sem energia para correr e encara essa actividade como “penosa obrigação” e não como prazer (as corridas, embora cansativas, devem trazer prazer ao praticante). Quando isso não ocorre, é porque há algo errado no programa de treinos. Porém, correr com algum desconforto é normal. Em certos dias, nosso corpo tentará nos influenciar – por compreensível comodismo – no sentido de não correr. Nesse caso, siga a técnica de JAMES FIXX: “vista a sua roupa de corrida, calce o seu ténis e mude a sua meta para “apenas caminhar”. Se você estiver bem, depois de caminhar algumas centenas de metros a vontade de correr irá aparecer.”

Use técnicas apropriadas para comer e beber durante a corrida: Muitos atletas, sobretudo os iniciantes, enfrentam dificuldades para beber e comer durante a corrida. Embora isso não seja problema nas corridas curtas, torna-se problemático nas corridas mais longos pela perda de tempo que impõe a tais atletas. No caso da hidratação, uma técnica que dispensa a parada do atleta para ingerir água sem engasgar é a de realizar apenas um pequeno furo no copo de água, viabilizando a ingestão do líquido, em pequenos goles, sem parar de correr. No que se refere à reposição energética, essencial em provas com mais de uma hora de duração, existem três hipóteses básicas: a) utilização de compostos sob a forma de líquido, pasta ou barra (nutri, powergel, powerbar, etc.); b) utilização de frutas de elevado teor energético (uvas, bananas, passas de uva, figo, etc., c) utilização de castanhas e outros tipos de alimentos. No primeiro caso, a reposição deve iniciar após 40 minutos de prova (seus efeitos só ocorrerão após cerca de 20 minutos da ingestão) e ser repetida a cada 30 a 45 minutos de prova (dependendo da intensidade do esforço), de preferência de modo a coincidir com os postos de água. Nos demais casos, em que a conversão dos alimentos em energia será mais lenta, iniciar após 30 minutos de prova, comendo pouco e com maior . Em qualquer caso, a ingestão dos alimentos deve ser proporcional à massa corporal do atleta.

Após a corrida a prioridade é comer (carboidratos e proteínas). Beber e refrescar-se, só depois: Essa cronologia é fundamental pelo fato de que ao cessar o exercício a insulina (que controla o nível de açúcar no sangue), se torna particularmente sensível. O pico dessa “sensibilidade” ocorre por volta dos 18 minutos após o término do esforço. Assim, se o organismo receber carboidratos e proteínas durante esse período, a insulina promoverá a rápida conversão dos carboidratos em glicogênio (necessário ao reabastecimento dos músculos com a sua fonte principal de energia) e das proteínas em substâncias reparadoras (que actuarão sobre os danos musculares ocorridos com o exercício). Desse modo, ao mesmo tempo em que se combate a sensação de fraqueza que costuma se seguir ao término do exercício, se evita que o organismo destrua tecidos em formação (reparação ou reconstrução) para atender suas necessidades imediatas de energia. Importa observar que a ingestão de algum alimento (ou suplemento alimentar) durante a corrida não dispensa a ingestão de outros alimentos, em especial os ricos em proteínas, após o término do exercício.

Treinar é bom, mas descansar é fundamental: Ressalvado o caso de atletas jovens ou de elite (sob orientação médica), recomenda-se que se corra apenas “dia sim, dia não”, pois o intervalo de 36 a 48 horas é essencial para que o corpo se recupere do treino anterior. A ciência tem provado que a falta de descanso: a) sobrecarrega o corpo e compromete sistema imunológico (aumentando o risco de infecções respiratórias); b) afecta as funções cognitivas (dificultando a concentração, gerando ansiedade e afectando o sono); c) acelera o comprometimento de ligamentos e músculos (facilitando lesões). Assim, quando se corre muitos dias seguidos, ainda que lentamente, não se propicia o repouso necessário à restauração muscular. É por tais razões que Jeff Galloway, conhecido técnico nos EUA, observa que o descanso é tão importante para o sucesso quanto os treinos e propõe que ele seja regido por três regras: a) descansar antes de ficar exausto (se não o fizer a necessidade de descanso será maior); b) em caso de dúvida, descansar mais (em especial nos dias que antecedem corridas difíceis); c) não se iludir com “treinos fáceis”(qualquer “corridinha” impede que o corpo se recupere dos treinos fortes). A escala de descanso deve respeitar as seguintes normas: 1) atletas com até 30 anos: no mínimo um dia por semana; 2) atletas de 31 a 45 anos: dois dias por semana; 3) atletas de 46 a 55 anos: três dias por semana; 4) atletas de 56 a 67 anos: dois dias de descanso para cada dia de treino; 5) atletas de mais de 68 anos: três dias de descanso para cada dia de treino.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Minha 1ª vez em "Todo o Terreno"

No Centro Desportivo Nacional do Jamor, esta iniciativa contempla a realização de uma corrida de 9 km e uma caminhada de 3 km no âmbito do Programa de Incentivo à Actividade Física do Instituto do Desporto de Portugal, I.P. e a Câmara Municipal de Oeiras. 


A minha primeira prova "todo o terreno" :-)


Embora para os mais experientes neste tipo de corrida a alimetria do terreno seja uma brincadeira, para quem nunca fez este tipo de provas como eu a "coisa" não é tão simples assim. Há o inevitável receio das quedas e eu confesso que já tenho a minha dose!!!

Após o início do aquecimento, pouco tempo antes da prova se iniciar fomos todos brindados uma forte chuvada fria, diria ate que tive a impressão de ser granizo.  O professor que nos estava a dar indicações para o aquecimento e que por sinal era o meu professor de Cycling só nos dizia para abrir e fechar as mãos para não gelar...
Depois de ficar bem molhadinha fui para a meta, até parecia que estava num concurso da t-shirt molhada ;)

Os primeiros kms foram junto à pista de canoagem e em estrada seguindo depois para a mata.
Enquanto corri na estrada senti-me bem mas quando entrei no sobe e desce senti nas minhas costas como que umas facas no local da queda, mas ao fim de algum tempo além de enxuta já estava bastante quente e tudo passou para a única preocupação ser não escorregar e não bater nos outros.

Tentei estar atenta para a vista porque o amigo Jorge Branco já me tinha avisado que iria ter uma vista muito bonita... confesso que tentei ver... olhei rapidamente e vi "qualquer coisa" como uma vista bem bonita do Tejo, mas tive rapidamente que olhar para o chão... estava tudo molhado com lama!!! 
Ao mesmo tempo que dificultava também ajudava a travar nas descidas!

Gostei da experiência, mesmo!
Espero que para o ano se repita :-)

Só gostaria que a organização tivesse em atenção a partida de duas provas ao mesmo tempo a de 9kms e a de 3kms. Na de 3kms podem ir atletas rápidos assim como os que vão para passear com crianças e nem todos têm consciência do perigo que é andar com as crianças num espaço tão estreito como o que foi neste caso e todos a correr ao mesmo tempo. Não têm nada haver uma com outra.
Por me desviar de uma criança e não a aleijar é que eu caí à pouco tempo e fiquei bastante mal do joelho.

Eu e o Carlos ficamos contentes com o nosso resultado, para uma 1ª experiência. Consegui um 7º lugar no meu escalão :-)


No fim da prova encontramos o José Carlos Melo que fez a gentileza de tirar uma foto e que eu lhe "roubei" para por aqui.



Coitados dos meus ténis :-(