Gostei muito da organização e a esse nível só tenho que agradecer pela minha parte e dar-vos os meus PARABÉNS!!!
Estava realmente muito bem organizado e fomos recebidos com todos
os cuidados sem que nada faltasse.
Estava curiosa de saber como me sairia neste tipo de prova.
Fiz um treino em Monsanto à noite com o pessoal e correu muito bem
o que me surpreendeu.
Na semana passada caí numa aula e torci um pé assim como fiquei
com o glúteo do lado direito feito num “bolo”… foi o que me fez não poder
participar na Meia de Almada e desta vez não poderia de todo faltar.
Portei-me bem e estive a semana toda sem correr para ver se o pé
ficava melhor.
Pior do que o pé está o glúteo, mas esse no fim do aquecimento deixa de doer. Na minha cabeça só pensava como seria e se me ia correr bem….
No inicio ainda combinei ir com um grupo que também era a primeira vez que ia fazer trilhos e dpois com a Ana Pereira, mas junto à meta eu meti-me mais para trás e perdi o pessoal.
Para a Ana Pereira foi melhor porque fez a prova em companhia do Joaquim Adelino.
O Carlos disse que ia a tomar conta de mim, senti-me confortável e
“protegida” fisicamente, mas os meus ouvidos não ….. porque eu era teimosa e
não devia estar ali, aquele tipo de provas não era para mim, etc, etc ao ponto
de lhe dizer para me largar, mas não largou e acalmou-se na conversa. É
cansativo estar sempre a sentir que nos estão a desmotivar.
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| Ainda consegui tirar uma foto a meio da prova.... que pena não terem sido mais .... |
Durante o caminho ia pensando constantemente em todas as
indicações do Ricardo Arraias, desde a forma como por o pé, etc….
Por outro lado pensava sempre que segundo dizem os trilhos são
muito bonitos por causa da paisagem… até pode ser mas eu levo o tempo todo a
olhar para o chão e nem me lembro por onde passei, lembro-me do chão, do piso,
das pedras…..
Quando cheguei ao cimo de um monte (não sei qual!!!) paramos e vi
que se estava a por o sol, ai parei mesmo para tirar duas fotos… e depois
continuamos com o Carlos a dizer que tinha que ir mais rápido porque aquilo não
era para demorar 24h a fazer e estava com fome e queria ir comer….
Passamos a praia da Samarra, devia ser linda a paisagem, mas não vi… já era noite !! Salta pé aqui, salta pé ali…. E na descida tive que me pôr de costas virada para o muro e não olhar lá para baixo porque me dava tonturas e causava mais insegurança ainda… chegamos à água finalmente e lá meti eu a “pata na poça” quando o pé escorregou para dentro de água … seguimos e eu só pensava que pena não ver aquilo de dia Um dos bombeiros que por ali andava ouviu eu fazer esse comentário e disse “para a próxima se vier mais rápido já vê de dia” … fiquei triste! Será que éramos os últimos ??? Perdi totalmente a noção ….
Depois foi a subida que para mim era íngreme mas pacifico… subidas
venham elas, mas descidas não !!!
Quando subimos tudo e chegamos a um cruzamento de terra batida
ficamos sem saber para que lado voltar. Erramos e fomos para o lado contrário.
O Carlos tentou o GPS para nos orientarmos e começamos a correr em estrada de
terra batida em direcção a S. João das Lampas.
Entretanto, vinha a passar um jipe dos Bombeiros e nós saltamos lá
para dentro e deixaram-nos por forma a retomar o trilho e penso pelo GPS que
encurtamos cerca de 2 Kms.
Lá encontramos uma “alma penada” (coitado!) cheio de cãibras e quase sem conseguir andar, o gel de magnésio tinha ficado no carro pois então ….
O meu também e embora o Jorge me tenha alertado para isso …
esqueci-me, mas como tomo por norma magnésio não aconteceu nada.
O Carlos fez a propaganda ao Portugal Running e disse ao piqueno
para nos procurar no facebook, mas pelo que entendi não era muito dado às novas
tecnologias e morava em Setúbal o que dificultava nos treinos conjuntos.
Continuamos e quando encontrei finalmente alcatrão senti como se tivesse a ver um Oásis … a satisfação e a alegria eram tantas que ninguém pode imaginar… era como se tivesse sede e me dessem um copo de água !!!! Desatei a correr nessa altura e eu e o Carlos dissemos logo “vamos poder esticar as pernas finalmente” e zás toca de acelerar…. Mas depois abrandamos… pois coitado do Senhor tinha ficado para trás. Abrandamos e cruzamos a meta com ele. Foi muito giro !! Mas nem sequer o nome do Senhor sei ….
Acabámos a prova com o tempo de 2h27 e foi o que se pode arranjar....
Quanto ao
resto... perdoem-me mas continuo a preferir o alcatrão!!!
Terra sim, trilhos
mas em Monsanto que conheço o piso e é mais simples.
Agora digam lá se não tenho razão, o que é que eu aproveito de uma prova destas?
Não sou o “Macgyver”
e se o Carlos não me acompanhasse fazia quilómetros sozinha e ainda mais lento
porque ele ainda me deu a mão algumas vezes… Falar? Nem pó, só se fosse com uns
bichinhos, mesmo assim ainda apanhei um susto com um ramo que me parecia uma
cobra pendurada…
Acho que só vou novamente com o Jorge se ele tiver paciência para me aturar a uns trilhos que ele diz serem bons para mim que é no Alentejo mas nem sei o nome.
Para o ano
provavelmente vou a esta mesma prova se for mais cedo para poder ver a paisagem,
mas só provavelmente!
Após termos
chegado foi o alegre convívio entre todos que é sempre uma diversão… com comida
ou sem ela é sempre um prazer estas reuniões. Eu não costumo comer, mas após a
horita de intervalo e de beber muita água lá fui eu para o petisco.
Aproveitamos
para cantar os Parabéns ao Paulo Calvino e Hugo Gonçalves que tinham feito
anos.
Beijinhos e parabéns à Analice pela prova dela no deserto.... e mais umas fotos!
Quando cheguei e tirei os ténis vi o resultado dos ténis apertados muito justos ... o pé todo vermelho e com sangue pisado. Não me doí a andar só se tocar com mais força, mas o facto de ter apertado mais os ténis deu nisso, de qualquer maneira não tinha outra hipótese senão o pé ia andar a dançar dentro dos ténis e neste caso não podia ser. Agora mais um bocadito de gelo e toca a andar .....
Fotografias para recordar, umas minhas outras "roubadas":














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