quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O treino... e a prova "Corre Jamor 2012" !!!


No passado domingo, antes de irmos fazer a prova "Corre Jamor" fomos treinar. Os quilómetros a mais que temos que ir fazendo é por conta da preparação para a Maratona. Desta vez levei os ténis velhos (Vomero 6) que até já estavam a romper à frente, depois da prova romperam de vez.

Porquê??? 
Aindaaaaaaaa para meu mal, ando a testar ténis e outras coisas mais, como por exemplo, as meias. Nesta altura já devia estar tudo testado e a funcionar em pleno para o próximo fim de semana, os 35kms serem feitos como se fosse realmente a Maratona. Se umas vezes parece que tudo funciona, na vez seguinte já não!!!

Ando nisto por causa da minha dor na perna e ao mesmo tempo a tentar decifrar a dor. Pois não é nada mais do que o Sindrome do Piriforme :-( que me "ataca" desde os treinos da Meia Maratona de S. João das Lampas.

Pelo pesquisei tem alguma lógica após ter lido um comentário assim: 
"Alguns especialistas chamam a síndrome do piriforme de "Síndrome do bumbum sarado", pois pode ocorrer também nas pessoas que exercitam demasiadamente os glúteos."

Naquela altura os meus treinos baseavam-se em 95% das vezes no Jamor e Monsanto no sobe e desce, acrescido aos treinos com o Miguel "Rampas" Pinho :-) em Tercena/Massamá e posteriormente em Lisboa....


Jamor, Jamor .....   

Depois de termos trocado as camisolas que já estavam todas molhadas da chuva, deslocámo-nos para o ponto de partida da prova do Jamor.
Foi muito engraçado o Senhor do microfone na altura da partida desatar a dizer o meu nome.... variadíssimas vezes! Tenho pena de não ter conseguido perceber quem era :-( alguém que eu conheço, visto não ser nenhuma vedeta para tantas vezes dizerem o meu nome....

Lá fomos nós fazer a prova, em ritmos de treino como combinado.... o Carlos estava aflito do joelho e eu do "bumbum". Se nós acelerássemos a Paula iria ficar sozinha e não era o pretendido e o Jorge também alinhou fazer a prova na "descontra". Assim tive oportunidade de tirar fotografias na prova também.
Só não tirei mais porque o chão parecia manteiga por causa da chuva.

O Carlos e a Paula foram ficando para trás e eu e o Jorge avançamos um pouco e sempre na conversa. Nessa altura ele foi-me explicando o beneficio dos ténis de trail porque eram muito mais estáveis e alguns truques para pôr os pés, assim como ter que levantar os pés do chão !!!! O meu eterno mal...

Quando cheguei a meta voltei a ouvi o meu nome inúmeras vezes... obrigada pela deferência seja a quem for... com a confusão acabei por ficar mesmo sem saber quem era que estava ao microfone.

No fim da prova eu e o Jorge chegámos cerca de 3 minutos à frente do Carlos e da Paula. Enquanto os esperava  para tirar uma foto tropecei em mim mesma, rodopiei e cai de rabo no chão, aos pés do fotografo que lá estava .... que vergonha!!!! mas como eles já estavam próximo tirei a foto assim mesmo sentada no chão :-)

Fiquei toda molhada :-( 
Quando nós estávamos a vir embora encontrámos o Heitor e nessa altura combinou-se o treino do próximo FDS para os 35kms!


De resto posso dizer que me senti melhor com os ténis velhos, fiquei com menos dores e tenho feito muitos alongamentos o que é essencial, neste caso imprescindível. Talvez o piso também tenha influenciado .. o alcatrão é muito duro...

Foi também neste treino / prova que combinamos ir fazer o nosso primeiro trail com a orientação do Jorge Almeida. Ele diz que o  TRAIL DE PENAFIRME não tem muita elevação e é bom para começar :-))) assim espero!!!!

E as fotos:




















quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Correr ou não correr com música?



A corrida com música ajuda ou prejudica os atletas? 


Como quase tudo na vida, há os prós e os contras.

"Existem pessoas que podem e outras que não podem", sintetizou o director Técnico do Grupo Esportivo Personal Life, Ricardo Hirsch, também colunista de Triathlon do ativo.com. "O que acontece é que a música na corrida, para algumas pessoas, acaba interferindo no ritmo e na respiração, e se a pessoa não tem controlo sobre isso pode acabar apertando mais o ritmo, e essa oscilação não é correcta”, exemplifica.

Entretanto, Ricardo ressalta que há estudos recentes que mostram que correr com música pode interferir positivamente no desempenho desportivo. "Para um corredor amador é um momento de tanto prazer, que ele pode fazer uma associação boa com a música", diz Ricardo. 

Ricardo tem uma óptima dica para os que estão a começar e para os que ainda não se pensaram na dinâmica da corrida com música. "O que eu digo aos meus alunos é que se eles querem ouvir música no dia de uma prova precisam aprender a fazer isso antes nos treinos. Não faça na prova se não testou nos treinos. 

O preparador físico Felipe Romano, pondera que corredores mais experientes não gostam muito de correr ouvindo música, pois preferem, por exemplo, escutar a respiração para terem parâmetro para saber se a corrida está ou não sendo eficiente. "Mais ou menos com os atletas fazem, geralmente eles não correm a ouvir  música e também não gostam de correr carregados, preferem  sentir-se mais leves", complementa Felipe que, no entanto, gosta de música, principalmente nos treinos longos.

O treinador Miguel Sarkis, autor do livro "A Construção do Corredor",  coloca luz à dualidade que existe na questão. "A música pode ser tornar aliada ou carrasca, dependendo somente do local onde se utiliza e a fase que se encontra o corredor".

"Se o corredor é iniciante, não tem preocupação com a forma física, poderá utilizar músicas mais suaves e curtir um passeio no parque. Já a música mais intensa, nos dias de treinos mais rápidos, de ritmos, poderá acelerar as passadas e contribuir para conquistar melhores resultados. Em provas, é uma caixa de surpresas, porém, o que pude notar em vários eventos no mundo, a música, em determinados trechos das provas, nos permite acelerar ainda mais, mesmo em maratonas", diz Miguel.

Contudo, Miguel diz que não se pode esquecer da segurança, e lembra o acidente no qual se envolveu o músico Marcelo Fromer, atropelado por uma moto em alta velocidade e morto enquanto corrida na rua, ouvindo música. "Há empresas de seguro saúde que não querem arcar com eventuais problemas em provas caso os corredores estejam a utilizar aparelhos sonoros individuais", acrescenta.

"Acho que de uma maneira ou outra a música acaba ajudando na performance, pois pode colocar uma música que estimula, ou mesmo um que coordene as passadas..  DOPING?? Por isso a proibição em inúmeras provas", complementa Alexandre.

Como muitas outras coisas, aquilo que em doses certas pode ajudar, em doses e momentos errados pode prejudicar. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Américo Solipa




Foi com muita tristeza que hoje recebi a noticia do falecimento do meu tio ..... o meu segundo pai!

"Tenho um tio formidável que desde sempre foi o meu mentor nestas lides, de seu nome Américo Solipa, agora reformado mas que foi um dos responsáveis do IND da zona Algarvia, e que em muitos momentos me incentivou e orientou, sendo ele um desportista dentro dos desportistas."

http://www.correrporprazer.com/2010/05/henriquetices/



 
 


Américo Solipa
O livro "Algarve Maior" vai assinalar o ano da edição número 1.000 do "POSTAL" com as Personalidades e Entidades mais relevantes nos últimos 23 anos, 03 de Fevereiro de 2011 (Tavira)

ALGARVE MAIOR
100 personalidade e 100 entidade

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Treino para a Maratona e seus Erros



Acessível e largamente defendida como actividade que faz bem à saúde e emagrece, a corrida de rua tem atraído multidões. O problema é que, sem orientação adequada, muita gente comete erros de treino. Um estudo feito com 115 praticantes recreativos de corrida mostrou que 37,7% já tinham sofrido alguma lesão. As de joelhos são as mais comuns. Outro estudo estima que 60% dessas lesões são causadas por erros de treino.

Em uma hora de corrida, bate-se o pé no chão cerca de 6 mil vezes. A cada passada, os pés “apanham” com uma força equivalente a pelo menos uma vez e meia o peso corporal. Como o esqueleto humano não é feito de titânio, essa agressão gera consequências. O impacto não é um vilão por si só. Maratonistas e ultramaratonistas profissionais conseguem sobreviver bem a ele com a preparação adequada.
O problema é aventurar-se em treinos intensivos com metas imprudentes – como sair do sedentarismo para as corridas de rua ou inscrever-se para a primeira maratona um ano depois. Segundo um estudo da Faculdade Estadual da Califórnia, cerca de 60% das lesões são decorrentes destes erros.
Um erro comum é basear-se somente em ganhar rotina para correr mais e mais. Como o trabalho cardíaco melhora em cerca de três semanas, o ex-sedentário tende a sentir-se atleta precocemente. Mas os músculos levam cerca de três meses e as articulações precisam de nove a 12 meses para alcançar uma boa performance. Desrespeitar esse prazo é pôr o esqueleto em risco. “É como acelerar um carro que tem um motor bom e uma suspensão má”!!!
A maior parte das pessoas acham que um alongamento antes e outro depois é suficiente, por vezes até o facto de acharem que se correrem devagar não é preciso…. Algumas lesões são provocadas por desleixo nessa área. O ideal é sempre contrabalançar com alguns exercícios que envolvem musculação, ou natação e bicicleta… Para os mais exigentes exercícios educativos para correcção da técnica da passada, sessões de massagem e exames periódicos.
O ideal é que a distância total não aumente mais que 10% de uma semana para outra e que ela não ultrapasse 64 quilómetros….
É no repouso que acontece o benefício da actividade física. O treino é uma agressão. Na recuperação, enzimas voltam ao lugar, a energia é devolvida aos músculos. O descanso é um treino invisível.
A função principal do “longão” é trabalhar a resistência, não a velocidade (para isso servem os treinos intervalados). Portanto, acelerar feito um louco nesse treino mais longo da semana é o típico erro dos corredores mais ansiosos. Se acelerar demais o corredor ficará cansado e o efeito do treino perde-se em parte….mas existe também o outro lado, se for muito lento em relação à velocidade que se está habituado, podem surgir dores, por causa da diferença de ritmo. Dose certa e lembrar sempre da frequência cardíaca.
De acordo com o ortopedista Alexandre Sadao, do Instituto Vita, é importante ficar perto de 75% da FCM (frequência cardíaca máxima). “Acima disso, o risco de lesão aumenta, pois estará exigindo muito do corpo”.

Apenas corredores em níveis mais avançados podem trabalhar a velocidade e acelerar um pouco mais no longão. Os chamados "longões progressivos" são usados por corredores experientes para trabalhar velocidade e resistência ao mesmo tempo. Em um treino de 30 km, por exemplo, o atleta pode aumentar a cada 5 quilómetros a velocidade até chegar nos 5 finais com o ritmo pretendido para a maratona.
Quem treina para a primeira maratona deve ficar mais preocupado em manter a frequência controlada nessa faixa de 75% da FCM. Os que estão procurando melhorar o tempo da maratona podem colocar mais qualidade no longão e elevar um pouco mais a frequência em alguns desses treinos.
Dois exemplos:
Mário Sergio Andrade Silva, director técnico da assessoria desportiva Run&Fun, conta que, por causa do crescente número de lesões entre seus clientes, foi preciso fazer uma campanha interna de conscientização para convencê-los a obedecer ao planeado e adiar a meta de cumprir uma maratona. Muitos detestam ambientes fechados e só aceitam treinos ao ar livre, por isso fogem da musculação. Mas ela é uma das grandes responsáveis pela protecção de músculos, articulações e ossos contra lesões.
Quem se machuca por causa da corrida muitas vezes reconhece ter sido negligente, mas lamenta não ser capaz de correr ainda mais. A personal trainer Carla D’Alessio, de 41 anos, diz que corre há 20 anos e já se lesionou muito. Por todo esse tempo, Carla conta que foi levando as dores na base do gelo e do anti-inflamatório – uma prática muito comum, aliás. Até que ela resolveu fazer duas maratonas num intervalo de seis meses. Depois dos 40, com pernas menos jovens, músculos insuficientemente fortalecidos e articulações fragilizadas pela colecção de lesões, emendar dois períodos de treino e duas provas bastante agressivas foi a gota-d’água. O resultado foi uma inflamação no tensor da fáscia lata (tendão na lateral externa da coxa) e uma pré-fractura na crista ilíaca (osso do quadril). “A gente só para quando se ferra”, diz Carla.
Fontes:

Por que a mulher é mais suscetível à fratura de stresse?


Por que a mulher é mais suscetível à fratura de estresse?

Por Dr. Adriano Leonardi | 22/10/2012


Lesões por estresse são mais frequentes em mulheres

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A participação feminina em atividades atléticas cresceu enormemente neste último quarto de século. Hoje, as mulheres constituem mais de 40% de todos os corredores de rua. Essa participação aumentada resultou em uma incidência maior de lesões por overuse.  As fraturas por estresse são lesões por overuse comuns observadas em corredores do sexo feminino e masculino. Essas lesões afetam atletas em uma ampla variedade de atividades esportivas.

Embora a maioria destas lesões sejam resolvidas com tratamento conservador simples, ou seja, não-cirúrgico, uma corredora com uma fratura por estresse pode perder performance por estar afastada do esporte. Em casos raros, estas lesões podem ser mais graves e necessitam de intervenção cirúrgica, que podem ameaçar a carreira desta atleta.

Embora a etiologia, o diagnóstico, e tratamento de fraturas por estresse sejam semelhantes em mulheres e homens, há questões específicas que afetam o sexo feminino, principalmente sua incidência que, segundo alguns autores, pode chegar a ser até 15 vezes mais frequente que no sexo masculino, principalmente em corredoras iniciantes.

As fraturas por estresse mais comumente afetam a extremidade inferior, sendo a tíbia o local mais afetado em ambos os sexos. Porem, nota-se maior prevalecia de fraturas por estresse do colo do fêmur, metatarsos, e da pelve em mulheres do que em homens.





Por que ocorrem na mulher?- O osso é um tecido dinâmico que responde à forças externas com remodelamento adaptativo que envolve a sua formação bem como a reabsorção óssea. A fratura de estresse ocorre quando as cargas colocadas sobre o osso excedem a sua capacidade de reparação, progredindo de um dano microarquitetural (reação de stress) para a ruptura cortical, parte externa ou a “casca do osso” (fratura por estresse).

Exatamente porque a lesão ocorre não é claro, mas o mais provável envolve uma complexa interação de fatores mecânicos, hormonais, nutricionais e genéticos. Esta interação é vista em sua forma extrema como a tríade da mulher atleta, que envolve distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O equilíbrio hormonal é um componente importante para a saúde do osso feminino. A quantidade adequada de estrogênio é necessária para que as mulheres obtenham massa óssea máxima durante a segunda e terceira décadas. Corredoras que estejam em amenorreia (não menstruam) ou oligomenorreia (menstruam muito pouco) vão perder massa óssea em vez de adicionar osso durante estes anos cruciais e esta perda de massa óssea pode ser permanente.

Outros fatores de risco que podem predispor as mulheres a esta temida lesão são o tamanho reduzido e uma menor massa óssea muscular. A tíbia estreita tem sido apontada como um fator de risco para fraturas de estresse. Outro fator sustentado pela ciência estaria relacionado à diminuição da dissipação de carga associada com cansaço relacionado à fadiga muscular. Em esportes como a corrida, a musculatura da perna realiza o que chamamos de contração excêntrica (contração contra resistência), servindo como absorção de energia cinética. O uso diário de salto alto também seria um fator importante, pois geraria fraqueza do músculo tibial anterior.




Erros de treinamento são, sem dúvida, os fatores mais importantes predisponentes no desenvolvimento de fraturas por estresse em atletas do sexo feminino e masculino.

O aumento súbito na distancia, intensidade, ou uma mudança abrupta no programa de treinamento são os erros mais comuns. Outros erros de treinamento que podem aumentar o risco de fraturas por estresse incluem corrida em superfícies irregulares.

Como o médico faz o diagnóstico?-
A história da fratura de estresse em estágios iniciais é tipicamente de uma dor localizada associada a edema local que piora durante o esporte e melhora ao repouso. Se a lesão progride, a dor pode ser constante e atrapalhar atividades da vida diária. As fraturas de estresse aparecem mais tardiamente nas radiografias simples e os exames de escolha para sua detecção são a cintilografia com Tecnecio-99 e a ressonância nuclear magnética.

Devo ficar sem praticar esporte?-
Sim e não. Para corredoras com fraturas de estresse de tratamento não cirúrgico, orienta-se afastamento por 6 a 8 semanas. Geralmente, este tempo é suficiente para a cura da lesão. Porém, neste período existe catabolismo e perda de performance física. Portanto, o ideal é fazer uso de outros esportes para manter o Vo2 como o cicloergômetro de braço, bicicleta estacionária, deep-running e natação.

Algumas fraturas, no entanto, são de tratamento cirúrgico. Hoje são consenso entre os autores as fraturas do colo femoral, córtex anterior da tíbia e do osso navicular do pé.

Retornando ao esporte- O retorno ao esporte após uma fratura de estresse deve ser lento, gradual e assistido por equipe multidisciplinar. Fatores causais como problemas alimentares, osteoporose, doenças metabólicas, erros de treinamento, fraqueza de grupos musculares e pisadas patológicas (hiper-pronadores e hiper-supinadores) tem que ser corrigidos para prevenir uma nova lesão.

Concluindo- Embora as fraturas de estresse sejam comuns em ambos os sexos, mulheres que praticam esportes, em especial a corrida de rua, devem tomar alguns cuidados tanto na prevenção como no tratamento. O ideal é realizar uma avaliação e acompanhamento multi-disciplinar, triagem osteo-metabólica e realizar treinamento com um profissional da educação física especializado no esporte.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

CORRIDA DO TEJO !!!


Desde 2007 que a faço e foi a minha primeira prova de rua, embora já ache demasiado cara a prova se puder irei fazê-la sempre por esse motivo.... será sempre um aniversário à minha estreia.


Este ano, diferente dos outros em que eu o Carlos e o Jorge participávamos.... tivemos o "encontrão PR", algo que já vem sendo comum desde que criamos esta afinidade com todos.

O Carlos, quando foi levantar os dorsais conseguiu uma pulseira de Sub40, óptimo porque assim partíamos mais à frente sem a confusão do costume nestas provas "badaladas" e muito conhecidas.
No entanto, eu tinha prometido à Carla André puxar por ela visto ela querer fazer melhor tempo. Acabei por trocar a minha pulseira com o Pedro Reis para ele poder ir mais à frente e eu ficar com a Carla atrás.

Começou a prova e eu comecei a desatinar com tanto pontapé, com as rasteiras perco sempre muito tempo quando são provas destas... a Carla conseguia driblar na perfeição. Ela com a música e eu com os meus botões...

Aquilo não estava a correr de feição, mantive-me junto à Carla, mas sem puxar por ela porque eu própria estava no ritmo que conseguia fazer naquela altura.... nas subidas é que conseguia com bastante facilidade ultrapassá-la e puxar, mas no restante percurso ia apenas junto a ela.
Não gosto de correr do lado de dentro das provas, porque é sempre onde passa mais pessoas e não sei porque todos embicavam comigo e me davam encontrões, fiz sinal à Carla para irmos para o lado esquerdo, junto ao mar e ela fez sinal que não... deixei-me ir, paciência...
Na água foi uma confusão, eu que não posso passar sem água fiquei sem ela num dos abastecimentos porque conforme me deram a água, houve quem me desse um encontrão e lá foi a garrafa para o chão. Já dizia mal da minha vida, mas para a frente é que é caminho.... a Carla não parou em nenhum abastecimento... e eu acelerei para a apanhar.... e foi assim um pára arranca todo o caminho.

Quando estávamos na última subida senti-me bem, embora o sentimento inicial de prisão muscular se mantivesse e acelerei para que a Carla me alcançasse e puxar por ela... mas quando vi o Pedro da Silva e depois o Heitor que nos foram dar uma mãozinha...  relaxei!!!

Incrível como o nosso cérebro funciona, de repente senti-me desresponsabilizada do meu objectivo, que era levar a Carla a bater o seu recorde pessoal e imediatamente abrandei.... o Pedro disse para vir e puxou e eu comecei a sentir um cansaço desusual e ainda faltava 1km.... aquele último muito chato...
Fiz a rotunda com esforço e depois tentei acelerar e pedi até ao Heitor para sair da frente porque não tinha força para o contornar... e ele saiu. Fiz um esforço mais e de repente a pernas pararam, literalmente, nunca me tinha acontecido. Pararam, fiquei paralisada e assustada. Retomei lentamente e voltei a acelerar.

A Carla passou a meta com 51'56'' e eu com 52'12''.

Logo que parei sentei-me e uma senhora que ali estava chamou os bombeiros, nem sabia que era para mim e pensei "quem estará assim tão mal?" e ela veio ter comigo, fiquei assustada. "Não!!!! estou bem isto já passa"... que raio de cara é que eu teria !!!!!

Que cena!!! E pensar que no ano passado acabei esta prova nos 50' !!!!

Fui devagarinho, mesmo muito devagarinho e agarrada ao fio que lá estava a dividir as pessoas porque sentia imensas tonturas.... e lá fui lentamente até ao rabo da baleia à espera de ver alguém conhecido até que o Carlos telefonou para saber de mim....

Pensei, pensei e até agora não vejo justificação a não ser os comprimidos que ando a tomar para a alergia e que prendem tudo.... e ainda vou ter que os tomar durante 6 meses por tratamento prolongado :-( ou terá sido a falta de água ???????   NÃO SEI!

Bebi logo toda a água que me deram na meta e comi uma maça...

Melhorei e fiquei bem já depois de estarmos todos juntos, equilibrei e depois foi só mais umas fotografias e conversa para animar!!!!

Espero que isto não se repita, tenho muito para treinar e dar "ao pedal" para a Maratona, pois esse é agora o objectivo!!! e são 42 kms... itos.....

Mas eu gosto, gosto mesmo..... desde que o físico não me pregue partidas, correr, correr, correr sem parar é que é bom!!!

e as fotos para recordar :-)














quarta-feira, 17 de outubro de 2012

GRANDE PRÉMIO FIM DA EUROPA 2013

Parece que é desta.... depois de tantas ameaças de ir e não ir... este ano... melhor em 2013 hei-de estar presente!

Vamos ver se concordo com todas as maravilhas que contam desta prova :-)


Sintra volta a receber, no dia 27 de Janeiro de 2013, aquela que é considerada por muitos como uma das provas mais bonitas realizadas em Portugal, o Grande Prémio “Fim da Europa”. INSCRIÇÕES A PARTIR DE 15 DE OUTUBRO.

Esta prova, que será a 23ª, é uma das mais duras, quer pelo percurso, quer pelas condições climatéricas que, normalmente, se fazem sentir em Sintra no mês de janeiro, nomeadamente no local de chegada (Cabo da Roca).
Assim, lançamos o desafio de participarem connosco nesta edição do Grande Prémio “Fim da Europa”.

Informações e abertura de inscrições (limitadas a 1000 participantes) a partir de dia 15 de Outubro em www.fimdaeuropa.com



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Corrida da Água.... que já lá vai....



E fui… fui à Corrida da Água e gostei muito… é uma prova bonita de se fazer. Não me apeteceu esforçar-me e preferi ir nas calmas com a Carla André e o Heitor Gomes e assim também poder desfrutar melhor da prova e tirar algumas fotos.


Gostei da nova vertente de correr pela ciclovia.... diferente do ano passado.
A falta de água, tal como no ano passado, é uma nota negativa nesta prova e sendo a Corrida da Água é até caricato.... e triste!!! Eu não tive esse problema mas é muito mau para a organização.

Como sempre são muito agradáveis os encontros e o convívio.
Algumas das fotos que tirei ….






Brincadeirinha :-)))))))))))






quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vamos ajudar ANALICE

A minha contribuição na divulgação de uma história digna de ser lida e uma SENHORA digna de ser ajudada a realizar o seu sonho....



Do Blog de Carlos Sá

http://www.carlos-sa.com/node/141



Em criança foi abandonada pela família. Trabalhou como escrava até se casar. Fugiu do marido, grávida, porque ele foi violento. Aos 37 anos deixou de fumar e começou a correr. Hoje, com 68 anos, acha as maratonas demasiado fáceis, por isso prefere provas com mais de 100 quilómetros.
Eram 23h55 do dia 31 de Dezembro de 1980 quando Analice Silva, 37 anos, apagou pela última vez um cigarro. Dias antes, o jornal que passeava de mesa em mesa no café onde trabalhava, no Rio de Janeiro, noticiara que os pulmões de um fumador necessitam de dez anos de repouso até voltarem a ter saúde. “Dez anos é muito tempo. Fiquei assustada. Então achei que a única maneira de voltar a ter os meus pulmões cor-de-rosa era correndo. E comecei logo nessa noite”. Nessa passagem de ano, Alice calçava uns chinelos e vestia um macacão curto, de calções e alças. Mesmo assim, desceu até ao calçadão de Copacabana e começou a correr. Foi do Leme até ao Arpoador e voltou. Depois repetiu. “Fiz 16 quilómetros. Foi a primeira vez que corri na vida. Fiquei toda partidinha”, recorda à SÁBADO.
Analice Silva, hoje com 68 anos, vive num pequeno apartamento em Odivelas com o gato Kikas, que trata por “meu filho”, tem uma reforma de 272 euros, cuida de um senhor de idade para ganhar mais algum dinheiro e continua a correr. Mas já se deixou de aventuras de 16 ou 20 quilómetros. O mínimo que faz, para lhe dar algum prazer, são maratonas. E mesmo essas já são “demasiado fáceis”.
“Tenho muita pena de nunca ter contado os quilómetros que já fiz na vida. De certeza que estava no Guiness”. Provas de 100 km de estrada já fez 22. “As de 100 km de montanha foram muitas mais, mas já perdi a conta”. Nos últimos três anos fez por três vezes Os Caminhos do Tejo, corridas de 146 km. Foi também a Espanha correr provas de 167 km, subiu do Alhambra à Serra Nevada (50 km, sempre a subir), fez Lisboa-Mação (254 km). A maior prova em que entrou na vida foi a Volta ao Minho (385 km). Maratonas e meias-maratonas já foram tantas que nem entram nas contas. Até aos 70 anos, ainda quer correr muito. E gostava de ainda conseguir cumprir o maior sonho da vida: participar na Maratona dos Sabres, uma prova de 243 km pelo deserto do Sahara, em Marrocos. “É um sonho. É o meu sonho. Sei que não vai acontecer, porque é uma prova muito cara, não tenho dinheiro e ninguém quer patrocinar uma velha. Mas enquanto for viva vou ter esperança”.
Esperança é o nome da vila onde Analice nasceu, em Paraíba, nordeste do Brasil. “Tive seis irmãos, mas quatro morreram. Só fiquei eu e a minha irmã mais nova”. Numa casa “com falta de amor”, não foi feliz. Com três anos, o pai entregou-a a uma senhora que vivia na cidade mais próxima, Campina Grande. Foi ela que fez de Analice a sua escrava. “Eu fazia tudo o que havia para fazer, desde os três ou quatro anos de idade. Cuidava de bebés e aguentava o trabalho de roça, ou quinta, como se diz aqui em Portugal. Era escravatura, mesmo”. A única coisa que recebia era uma cama. “Comida só mesmo quando havia”. Ainda hoje se lembra de ter ficado de castigo porque um dia comeu um pedaço de pão sem pedir autorização. “Era gente pobre armada em rica, que queria ter criados, mas que não podia pagar. E então tinha escravos”.
Acabou por ser devolvida à família aos oito anos. Encontrou a mesma casa de onde saíra. “Não havia aconchego, só violência. E então fugi”. Meteu-se num autocarro e foi até ao Recife, onde continuou a fazer trabalho escravo, sem receber salário. Até ao dia em que conheceu Evandro, um pescador de lagosta de Recife por quem se apaixonou. “Antes de nos casarmos, disse-lhe que tolerava tudo no casamento, menos porrada”. Evandro aceitou a condição e levou-a à letra. “Ele estourava todo o dinheiro que ganhava em meninas e bebida. Mas eu fechava os olhos, desde que ele não me batesse”. A paz durou pouco. Estavam casados há seis meses quando uma discussão terminou mal. “Ele deu-me um empurrão. Nem foi uma coisa muito violenta, mas foi em frente a uma vizinha. Se fosse em nossa casa, se calhar perdoava, mas por ter sido em frente a outra pessoa fiquei com tanta raiva, tanta vergonha, que me fui embora”. Analice revirou o colchão onde o marido guardava o dinheiro e tirou o suficiente para o bilhete de autocarro até ao Rio de Janeiro. “Foram oito dias de viagem, por estradas de asfalto. Passei tanto frio e tanta fome que só eu sei”.
Chegou ao Rio quase sem dinheiro, sem família ou amigos. “Comprei um jornal e comecei a ver os anúncios de emprego”. Arranjei trabalho em casa de umas pessoas a fazer o que sempre fiz, limpeza, cuidar de crianças, tudo”. Ao fim de umas semanas percebeu algo de diferente no seu corpo. Estava grávida. “Não fazia ideia que tinha engravidado no Recife. Mas não contei nada ao meu marido. Ele nem sabia que eu estava no Rio. Deixei-lhe um bilhete a dizer que tinha ido para norte, e vim para sul, para ele não me procurar”.
A gravidez levava sete meses quando a criança deu sinal de querer nascer. Analice foi para o hospital, fizeram-lhe o parto mas o bebé nasceu morto. “Hoje, acho até que foi uma sorte. Eu não podia ter uma criança naquelas condições. Para quê? Para virar um malandro?”. Nunca mais quis ter filhos. Nem quando se apaixonou por Júlio, um boliviano “muito decente” com quem foi feliz durante nove anos. Com emprego durante o dia, estabilidade em casa, Analice aproveitou a noite para estudar e tirar o ensino primário. “Foi já nos anos 70. Sabia que sendo analfabeta não ia conseguir muita coisa, por isso estudei”.
Até que chegou a tal passagem de 1980, a do último cigarro e da primeira corrida. Dia 1 de Janeiro correu novamente no calçadão, outra vez à noite. Dia 2 também. E em todos os outros dias do mês. Foi outra notícia de jornal que a fez levar a corrida mais a sério. “Eu li no jornal: Corrida feminina Avon. E decidi participar. Fui lá e ganhei uma medalha e uma camiseta. Achei que era uma campeã. Uns dias depois, foi a corrida do Corcovado. Mais uma medalha e outra camiseta. E no mês seguinte fiz a primeira meia-maratona. Demorei três horas”, recorda Analice, soltando uma gargalhada.
Um ano depois, chegaram a maratona e a primeira prova de 100 quilómetros, entre Uberlândia e Uberaba, em montanha, sempre a subir e a descer. “Venci essa prova e fiz 11h42m, que passou a ser recorde sul-americano. E foi durante muito tempo. Nos três anos seguintes ganhei sempre essa corrida”.
Analice começou então a olhar para o calendário internacional de provas. Queria fazer a sua quinta corrida de 100 quilómetros no estrangeiro. Viu que havia uma em Santander, Espanha. “Fui lá e ganhei. Depois já não quis voltar para o Brasil. Fui para Madrid, procurei o consulado brasileiro e foi o embaixador que me deu o dinheiro para eu vir para Lisboa”.
Analice chegou a Portugal em finais de 1986. Só conhecia uma pessoa, Eugénia Gaita, uma corredora amadora que era enfermeira no Hospital de São José. Arranjou emprego em casa de um casal na Av. João XXI, em Lisboa. “Era como no Brasil — não ganhava. Trabalhava para ter comida e sítio onde dormir”. Sem tempo para treinar, Analice arranjou um recurso. “Como o prédio da casa onde trabalhava tinha sete andares, subia e descia as escadas durante três horas seguidas. Dava para treinar”. Nos dias mais calmos, conseguia ir até ao estádio do Inatel onde ficava a dar voltas à pista até contabilizar 50 quilómetros. Nos dias de descanso ia de transportes até ao Cais do Sodré e corria até Cascaisa, e voltava. Ou então apanhava um autocarro para Setúbal, e atravessava a Arrábida até Sesimbra. “Eu não saía de casa para correr menos de três horas. Isso não é treino”.
Hoje, Analice já não treina. Só corre provas. Nunca está doente e só se chateia com as crises de ciática, que vão e voltam. Quer correr até ao dia 20 de Dezembro de 2013, quando fizer 70 anos. “Acho que já chega. Mas se calhar quando chegar a altura vou achar que sou mais feliz se continuar a correr”.