segunda-feira, 22 de outubro de 2012

CORRIDA DO TEJO !!!


Desde 2007 que a faço e foi a minha primeira prova de rua, embora já ache demasiado cara a prova se puder irei fazê-la sempre por esse motivo.... será sempre um aniversário à minha estreia.


Este ano, diferente dos outros em que eu o Carlos e o Jorge participávamos.... tivemos o "encontrão PR", algo que já vem sendo comum desde que criamos esta afinidade com todos.

O Carlos, quando foi levantar os dorsais conseguiu uma pulseira de Sub40, óptimo porque assim partíamos mais à frente sem a confusão do costume nestas provas "badaladas" e muito conhecidas.
No entanto, eu tinha prometido à Carla André puxar por ela visto ela querer fazer melhor tempo. Acabei por trocar a minha pulseira com o Pedro Reis para ele poder ir mais à frente e eu ficar com a Carla atrás.

Começou a prova e eu comecei a desatinar com tanto pontapé, com as rasteiras perco sempre muito tempo quando são provas destas... a Carla conseguia driblar na perfeição. Ela com a música e eu com os meus botões...

Aquilo não estava a correr de feição, mantive-me junto à Carla, mas sem puxar por ela porque eu própria estava no ritmo que conseguia fazer naquela altura.... nas subidas é que conseguia com bastante facilidade ultrapassá-la e puxar, mas no restante percurso ia apenas junto a ela.
Não gosto de correr do lado de dentro das provas, porque é sempre onde passa mais pessoas e não sei porque todos embicavam comigo e me davam encontrões, fiz sinal à Carla para irmos para o lado esquerdo, junto ao mar e ela fez sinal que não... deixei-me ir, paciência...
Na água foi uma confusão, eu que não posso passar sem água fiquei sem ela num dos abastecimentos porque conforme me deram a água, houve quem me desse um encontrão e lá foi a garrafa para o chão. Já dizia mal da minha vida, mas para a frente é que é caminho.... a Carla não parou em nenhum abastecimento... e eu acelerei para a apanhar.... e foi assim um pára arranca todo o caminho.

Quando estávamos na última subida senti-me bem, embora o sentimento inicial de prisão muscular se mantivesse e acelerei para que a Carla me alcançasse e puxar por ela... mas quando vi o Pedro da Silva e depois o Heitor que nos foram dar uma mãozinha...  relaxei!!!

Incrível como o nosso cérebro funciona, de repente senti-me desresponsabilizada do meu objectivo, que era levar a Carla a bater o seu recorde pessoal e imediatamente abrandei.... o Pedro disse para vir e puxou e eu comecei a sentir um cansaço desusual e ainda faltava 1km.... aquele último muito chato...
Fiz a rotunda com esforço e depois tentei acelerar e pedi até ao Heitor para sair da frente porque não tinha força para o contornar... e ele saiu. Fiz um esforço mais e de repente a pernas pararam, literalmente, nunca me tinha acontecido. Pararam, fiquei paralisada e assustada. Retomei lentamente e voltei a acelerar.

A Carla passou a meta com 51'56'' e eu com 52'12''.

Logo que parei sentei-me e uma senhora que ali estava chamou os bombeiros, nem sabia que era para mim e pensei "quem estará assim tão mal?" e ela veio ter comigo, fiquei assustada. "Não!!!! estou bem isto já passa"... que raio de cara é que eu teria !!!!!

Que cena!!! E pensar que no ano passado acabei esta prova nos 50' !!!!

Fui devagarinho, mesmo muito devagarinho e agarrada ao fio que lá estava a dividir as pessoas porque sentia imensas tonturas.... e lá fui lentamente até ao rabo da baleia à espera de ver alguém conhecido até que o Carlos telefonou para saber de mim....

Pensei, pensei e até agora não vejo justificação a não ser os comprimidos que ando a tomar para a alergia e que prendem tudo.... e ainda vou ter que os tomar durante 6 meses por tratamento prolongado :-( ou terá sido a falta de água ???????   NÃO SEI!

Bebi logo toda a água que me deram na meta e comi uma maça...

Melhorei e fiquei bem já depois de estarmos todos juntos, equilibrei e depois foi só mais umas fotografias e conversa para animar!!!!

Espero que isto não se repita, tenho muito para treinar e dar "ao pedal" para a Maratona, pois esse é agora o objectivo!!! e são 42 kms... itos.....

Mas eu gosto, gosto mesmo..... desde que o físico não me pregue partidas, correr, correr, correr sem parar é que é bom!!!

e as fotos para recordar :-)














quarta-feira, 17 de outubro de 2012

GRANDE PRÉMIO FIM DA EUROPA 2013

Parece que é desta.... depois de tantas ameaças de ir e não ir... este ano... melhor em 2013 hei-de estar presente!

Vamos ver se concordo com todas as maravilhas que contam desta prova :-)


Sintra volta a receber, no dia 27 de Janeiro de 2013, aquela que é considerada por muitos como uma das provas mais bonitas realizadas em Portugal, o Grande Prémio “Fim da Europa”. INSCRIÇÕES A PARTIR DE 15 DE OUTUBRO.

Esta prova, que será a 23ª, é uma das mais duras, quer pelo percurso, quer pelas condições climatéricas que, normalmente, se fazem sentir em Sintra no mês de janeiro, nomeadamente no local de chegada (Cabo da Roca).
Assim, lançamos o desafio de participarem connosco nesta edição do Grande Prémio “Fim da Europa”.

Informações e abertura de inscrições (limitadas a 1000 participantes) a partir de dia 15 de Outubro em www.fimdaeuropa.com



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Corrida da Água.... que já lá vai....



E fui… fui à Corrida da Água e gostei muito… é uma prova bonita de se fazer. Não me apeteceu esforçar-me e preferi ir nas calmas com a Carla André e o Heitor Gomes e assim também poder desfrutar melhor da prova e tirar algumas fotos.


Gostei da nova vertente de correr pela ciclovia.... diferente do ano passado.
A falta de água, tal como no ano passado, é uma nota negativa nesta prova e sendo a Corrida da Água é até caricato.... e triste!!! Eu não tive esse problema mas é muito mau para a organização.

Como sempre são muito agradáveis os encontros e o convívio.
Algumas das fotos que tirei ….






Brincadeirinha :-)))))))))))






quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vamos ajudar ANALICE

A minha contribuição na divulgação de uma história digna de ser lida e uma SENHORA digna de ser ajudada a realizar o seu sonho....



Do Blog de Carlos Sá

http://www.carlos-sa.com/node/141



Em criança foi abandonada pela família. Trabalhou como escrava até se casar. Fugiu do marido, grávida, porque ele foi violento. Aos 37 anos deixou de fumar e começou a correr. Hoje, com 68 anos, acha as maratonas demasiado fáceis, por isso prefere provas com mais de 100 quilómetros.
Eram 23h55 do dia 31 de Dezembro de 1980 quando Analice Silva, 37 anos, apagou pela última vez um cigarro. Dias antes, o jornal que passeava de mesa em mesa no café onde trabalhava, no Rio de Janeiro, noticiara que os pulmões de um fumador necessitam de dez anos de repouso até voltarem a ter saúde. “Dez anos é muito tempo. Fiquei assustada. Então achei que a única maneira de voltar a ter os meus pulmões cor-de-rosa era correndo. E comecei logo nessa noite”. Nessa passagem de ano, Alice calçava uns chinelos e vestia um macacão curto, de calções e alças. Mesmo assim, desceu até ao calçadão de Copacabana e começou a correr. Foi do Leme até ao Arpoador e voltou. Depois repetiu. “Fiz 16 quilómetros. Foi a primeira vez que corri na vida. Fiquei toda partidinha”, recorda à SÁBADO.
Analice Silva, hoje com 68 anos, vive num pequeno apartamento em Odivelas com o gato Kikas, que trata por “meu filho”, tem uma reforma de 272 euros, cuida de um senhor de idade para ganhar mais algum dinheiro e continua a correr. Mas já se deixou de aventuras de 16 ou 20 quilómetros. O mínimo que faz, para lhe dar algum prazer, são maratonas. E mesmo essas já são “demasiado fáceis”.
“Tenho muita pena de nunca ter contado os quilómetros que já fiz na vida. De certeza que estava no Guiness”. Provas de 100 km de estrada já fez 22. “As de 100 km de montanha foram muitas mais, mas já perdi a conta”. Nos últimos três anos fez por três vezes Os Caminhos do Tejo, corridas de 146 km. Foi também a Espanha correr provas de 167 km, subiu do Alhambra à Serra Nevada (50 km, sempre a subir), fez Lisboa-Mação (254 km). A maior prova em que entrou na vida foi a Volta ao Minho (385 km). Maratonas e meias-maratonas já foram tantas que nem entram nas contas. Até aos 70 anos, ainda quer correr muito. E gostava de ainda conseguir cumprir o maior sonho da vida: participar na Maratona dos Sabres, uma prova de 243 km pelo deserto do Sahara, em Marrocos. “É um sonho. É o meu sonho. Sei que não vai acontecer, porque é uma prova muito cara, não tenho dinheiro e ninguém quer patrocinar uma velha. Mas enquanto for viva vou ter esperança”.
Esperança é o nome da vila onde Analice nasceu, em Paraíba, nordeste do Brasil. “Tive seis irmãos, mas quatro morreram. Só fiquei eu e a minha irmã mais nova”. Numa casa “com falta de amor”, não foi feliz. Com três anos, o pai entregou-a a uma senhora que vivia na cidade mais próxima, Campina Grande. Foi ela que fez de Analice a sua escrava. “Eu fazia tudo o que havia para fazer, desde os três ou quatro anos de idade. Cuidava de bebés e aguentava o trabalho de roça, ou quinta, como se diz aqui em Portugal. Era escravatura, mesmo”. A única coisa que recebia era uma cama. “Comida só mesmo quando havia”. Ainda hoje se lembra de ter ficado de castigo porque um dia comeu um pedaço de pão sem pedir autorização. “Era gente pobre armada em rica, que queria ter criados, mas que não podia pagar. E então tinha escravos”.
Acabou por ser devolvida à família aos oito anos. Encontrou a mesma casa de onde saíra. “Não havia aconchego, só violência. E então fugi”. Meteu-se num autocarro e foi até ao Recife, onde continuou a fazer trabalho escravo, sem receber salário. Até ao dia em que conheceu Evandro, um pescador de lagosta de Recife por quem se apaixonou. “Antes de nos casarmos, disse-lhe que tolerava tudo no casamento, menos porrada”. Evandro aceitou a condição e levou-a à letra. “Ele estourava todo o dinheiro que ganhava em meninas e bebida. Mas eu fechava os olhos, desde que ele não me batesse”. A paz durou pouco. Estavam casados há seis meses quando uma discussão terminou mal. “Ele deu-me um empurrão. Nem foi uma coisa muito violenta, mas foi em frente a uma vizinha. Se fosse em nossa casa, se calhar perdoava, mas por ter sido em frente a outra pessoa fiquei com tanta raiva, tanta vergonha, que me fui embora”. Analice revirou o colchão onde o marido guardava o dinheiro e tirou o suficiente para o bilhete de autocarro até ao Rio de Janeiro. “Foram oito dias de viagem, por estradas de asfalto. Passei tanto frio e tanta fome que só eu sei”.
Chegou ao Rio quase sem dinheiro, sem família ou amigos. “Comprei um jornal e comecei a ver os anúncios de emprego”. Arranjei trabalho em casa de umas pessoas a fazer o que sempre fiz, limpeza, cuidar de crianças, tudo”. Ao fim de umas semanas percebeu algo de diferente no seu corpo. Estava grávida. “Não fazia ideia que tinha engravidado no Recife. Mas não contei nada ao meu marido. Ele nem sabia que eu estava no Rio. Deixei-lhe um bilhete a dizer que tinha ido para norte, e vim para sul, para ele não me procurar”.
A gravidez levava sete meses quando a criança deu sinal de querer nascer. Analice foi para o hospital, fizeram-lhe o parto mas o bebé nasceu morto. “Hoje, acho até que foi uma sorte. Eu não podia ter uma criança naquelas condições. Para quê? Para virar um malandro?”. Nunca mais quis ter filhos. Nem quando se apaixonou por Júlio, um boliviano “muito decente” com quem foi feliz durante nove anos. Com emprego durante o dia, estabilidade em casa, Analice aproveitou a noite para estudar e tirar o ensino primário. “Foi já nos anos 70. Sabia que sendo analfabeta não ia conseguir muita coisa, por isso estudei”.
Até que chegou a tal passagem de 1980, a do último cigarro e da primeira corrida. Dia 1 de Janeiro correu novamente no calçadão, outra vez à noite. Dia 2 também. E em todos os outros dias do mês. Foi outra notícia de jornal que a fez levar a corrida mais a sério. “Eu li no jornal: Corrida feminina Avon. E decidi participar. Fui lá e ganhei uma medalha e uma camiseta. Achei que era uma campeã. Uns dias depois, foi a corrida do Corcovado. Mais uma medalha e outra camiseta. E no mês seguinte fiz a primeira meia-maratona. Demorei três horas”, recorda Analice, soltando uma gargalhada.
Um ano depois, chegaram a maratona e a primeira prova de 100 quilómetros, entre Uberlândia e Uberaba, em montanha, sempre a subir e a descer. “Venci essa prova e fiz 11h42m, que passou a ser recorde sul-americano. E foi durante muito tempo. Nos três anos seguintes ganhei sempre essa corrida”.
Analice começou então a olhar para o calendário internacional de provas. Queria fazer a sua quinta corrida de 100 quilómetros no estrangeiro. Viu que havia uma em Santander, Espanha. “Fui lá e ganhei. Depois já não quis voltar para o Brasil. Fui para Madrid, procurei o consulado brasileiro e foi o embaixador que me deu o dinheiro para eu vir para Lisboa”.
Analice chegou a Portugal em finais de 1986. Só conhecia uma pessoa, Eugénia Gaita, uma corredora amadora que era enfermeira no Hospital de São José. Arranjou emprego em casa de um casal na Av. João XXI, em Lisboa. “Era como no Brasil — não ganhava. Trabalhava para ter comida e sítio onde dormir”. Sem tempo para treinar, Analice arranjou um recurso. “Como o prédio da casa onde trabalhava tinha sete andares, subia e descia as escadas durante três horas seguidas. Dava para treinar”. Nos dias mais calmos, conseguia ir até ao estádio do Inatel onde ficava a dar voltas à pista até contabilizar 50 quilómetros. Nos dias de descanso ia de transportes até ao Cais do Sodré e corria até Cascaisa, e voltava. Ou então apanhava um autocarro para Setúbal, e atravessava a Arrábida até Sesimbra. “Eu não saía de casa para correr menos de três horas. Isso não é treino”.
Hoje, Analice já não treina. Só corre provas. Nunca está doente e só se chateia com as crises de ciática, que vão e voltam. Quer correr até ao dia 20 de Dezembro de 2013, quando fizer 70 anos. “Acho que já chega. Mas se calhar quando chegar a altura vou achar que sou mais feliz se continuar a correr”.

1º TRILHO URBANO PORTUGAL RUNNING


Atrasada mais uma vez.....

O facto de existir o Facebook para poder comentar as provas e treinos acaba por me tirar um pouco da "pica" para escrever no meu blog...tanto se diz e escreve por lá....

Pois quero relatar o que foi o "1º TRILHO URBANO PORTUGAL RUNNING"!!!


Primeiro e para que tudo funcionasse a 100% ou pelo menos o melhor possível, o Miguel Pinho "desenhou" uma rota em Lisboa e lá foi com o Sadiq fazer um reconhecimento do terreno. Por outro lado era necessário haver pessoas disponíveis para dar apoio caso necessário e por isso na quarta-feira anterior ao trilho o Miguel Pinho organizou mais um reconhecimento de percurso para que não houvesse dúvidas.

Com ele, fui eu, a Margarida, o Sadiq e o Alberto. Foi muito giro excepto a parte em que mais uma vez eu cai porque para me desviar dum caixote do lixo fui esbarrar num pilar de ferro e "espetei-o" mesmo no estômago o que fez com que momentaneamente não conseguisse respirar... este treino / reconhecimento foi feito com alguma rapidez mas a contar com o facto de que no dia do evento o mesmo fosse feito mais devagar.

O Miguel foi sinalizando inclusive o caminho com sinalizadores fluorescente para o caso de necessidade...

Gostávamos que tudo desse certo depois de tanta polémica e queríamos provar que tínhamos razão.

Abastecimentos: água e marmelada a meio do treino
Assim foi, ainda foi um grupo relativamente grande que percorreu uma parte da cidade, treinando, rindo e convivendo...

Acabou por haver dois grupos apesar de estarmos todos juntos.... uns um pouco mais à frente e outros um pouco mais lentos... mas sempre em comunicação... houve pontos de espera conforme combinado para que todos se juntassem para depois continuar.

Foi uma noite muito divertida, tivemos abastecimento de água e marmelada e no fim fomos presenteados com um tabuleiro de pasteis de nata que estavam deliciosos.... oferta de anónimo!

O Manuel António foi um querido e fez a reportagem fotográfica ... todos colaboraram para que a noite tivesse muito sucesso! e teve !!!!

 

Mais.... ainda houve quem comesse os pasteis de nata com "sumo de cevada" :-))))


Só de ver ..... até fiquei arrepiada hehehehe tadinhos dos deliciosos pasteizinhos de nata! 

E sobrou.... levamos para casa....



Palavras do Miguel Pinho: "Ontem, depois de um conjunto de emoções trocadas ao longo de várias semanas, lá fomos por trilhos de Lisboa. Ficou demonstrado uma vez mais que o Grupo Portugal Running é constituído por pessoas de bem e bem-intencionadas, para além de bem-dispostas e companheiras. Basta haver vontade e há sempre lugar para todos, respeitando a liberdade do próximo e exigindo a nossa..."

 
Esperamos brevemente um outro encontro convívio / treino dentro dos mesmos moldes....  promessas já as há.... é esperar :-))

Sinto que existe um companheirismo forte e uma preocupação de grupo embora cada um tenha as suas vidas e seus feitios....

Fotos para retratar o momento ;) umas minhas outras do Manuel António....





 

 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

36ª MEIA MARATONA S. JOÃO DAS LAMPAS

"Uma prova com alma e coração     

A época oficial de atletismo começa no final do verão. 

São João das Lampas orgulha-se de ser a primeira prova do calendário onde muito vêm testar a sua forma para os novos desafios que se aproximam... ou, simplesmente, recuperar as forma perdida durante as férias!

Desde 1977 a acolhedora vila de São João das Lampas recebe com carinho muitas centenas de corredores para que desfrutem das suas paisagens e cumpram o desafio de correr uma das mais difíceis provas e estrada de Portugal."

http://www.lampas.org/


Primeiro e antes de "falar" sobre a minha prova tenho a agradecer ao Fernando Andrade e a toda a sua equipa o muito que têm feito por esta prova, tão acarinhada por todos nós. Vamos correr em "família" e é com um enorme prazer que faço esta prova, não só por ser sempre um desafio pessoal mas também porque no meio da simplicidade é uma GRANDE PROVA que faz inveja a muitas outras de maior envergadura.

Este ano contrariamente ao normal tentei preparar-me o melhor possível dentro do meu tempo disponível, já fiz a prova por duas vezes e em ambas lenta demais.... reconhecia a sua dificuldade!

Tenho a agradecer ao Carlos que apesar de estar sempre no gozo tenta ajudar-me nas séries que eu sempre detestei e agora faço, ao Sadiq Kassamo que me incentiva constantemente a dizer "tu és capaz", "tu és capaz" e finalmente ao Miguel Pinho a ajudar-nos o mais possível  a ganhar força de pernas.... 
Os treinos feitos no Jamor, Miradouro de Santa Eufémia e em Tercena / Barcarena foram muito úteis. 

Logo no inicio quando chegamos encontrei o Jorge Branco a levantar o dorsal e a dizer-me que ia apanhar o TGV das 2h30... afinal acabou por se adiantar e chegar primeiro que o TGV....
O Fernando Andrade a dar as últimas indicações e orientações e o Melro, simpático pai da Ana Pereira sempre pronto a tirar mais uma  foto e distribuir um sorriso... perguntei por ela, mas nada de Ana até ao fim .... fica para a próxima!


O encontrão do Portugal Running não poderia faltar e lá fui eu de máquina atrás, uma nova e rápida que arranjei só para as corridas.... devidamente testada e com sucesso!!! Sim porque este convívio também faz parte da prova, já não pode ser de outra maneira...  senão falta sempre qualquer coisinha!!!




No meio de tantos que nós éramos não vou enumerar os nomes com medo de falhar algum e não quero correr esse risco por indelicadeza. Juntam-se a nós alguns simpáticos elementos do Run4Fun para as fotos... e dizer umas larachas.....mas ....pensando bem não somos todos Portugal Running ???? 

O Vitor Veloso e a sua filha...  e obrigada Vítor pelas tuas fotos e incentivo durante a prova.

Enquanto estava de máquina na mão vi a Manuela Folgado e fui falar-lhe aproveitando para lhe tirar uma foto e quando apareceu a Analice o Manuel António aproveitou para nos tirar uma foto. Eu estava toda contente porque tinha tirado uma foto com estas duas GRANDES Senhoras do atletismo.....


Comecei a prova bem disposta mas queixosa, doía-me um ombro e tinha as pernas muito pesadas e presas.... estava aflita da garganta e o treino anterior ainda tinha sido com subidas e descidas... não sei se não terá sido isso...  mas lá foi dada a partida e ia um grupo grande do PR logo ali na frente para rapidamente se começar a desmembrar... Eu segui com o Carlos ao meu lado e passado pouco tempo estava connosco o Luís Afonso e a Gabi.... depois o Luís Afonso e o Carlos desataram a acelerar e ainda os acompanhei um bocado, a Gabi ficou um pouco atrás de mim.... comecei a pensar que se continuasse assim não chegava bem ao fim, ainda me sentia toda presa, resultado de muita conversa e pouco aquecimento :-(
O Jorge passou e também disse... vá lá.... força!



Fiquei sozinha!

Apareceu-me um "anjo da guarda"  o António Correia que me acompanhou durante algum tempo e só me dizia para descontrair que logo a seguir me iria sentir melhor.... ele continuou e eu obediente fiz o que ele me disse! :-)
Foi a minha salvação.... entrei no "meu passinho da treta" como se costuma dizer... aquele que dá para aguentar as dificuldades e ainda ter fôlego para puxar :-)))
Ainda parei durante alguns segundos para tirar uma pastilha de Isostar que teimava em não sair... e depois apenas bebi água... sentia-me seca e aquelas coisas doces ainda me fazem ter mais sede... nessa altura a Gabi passou-me....

Nunca faço ideia do que estou a fazer em prova porque sou míope e para ver ao perto tenho que tirar os óculos, por isso, mesmo que olhe para o relógio não velo nada... perda de tempo apenas!  Continuei sem referências conforme pude e por diversas vezes pensei no Mário Lima... ele é que devia estar ali, tem uma boa passada e puxava por mim... ainda gritei a um senhor do Mundo da Corrida se sabia dele, mas ninguém me respondeu....

Continuei e numa subida desgraçada vi a Analice ultrapassar-me ... fiquei admirada mas pensei "não posso ir assim tão mal".... forças renovadas... bóra lá!!!

Fui fazendo a prova sempre ligeiramente atrás da Gabi e em dada altura acelerei e fui ter com ela, para quê irmos as duas sozinhas quando podemos fazer companhia um à outra? Ainda faltavam cerca de 4 / 5 kms ...e lá fomos nós, ainda puxei um pouco mas Gabi estava cansada, mas mesmo no final pertinho da meta ela é que puxou por mim ;) Obrigada!

Digo sempre "tento o melhor, mas não me vou esfalfar toda... para quê?" 
Pois meus amigos a partir desta prova não vou dizer mais isto!!! 


Sem saber como subi ao pódio...  4º lugar no meu escalão :-)))



E quem diria que iria estar no pódio com as duas Senhoras que eu tanto admiro e são uma referência no atletismo? Uma honra... mesmo!!!!




Com esta prova aprendi que não me posso deixar ficar com o mais ou menos e senti que tenho que melhorar, quem não me diz que para o ano consigo um 3º lugar?

E venha a próxima..... os "coach" que se preparem :-)))
O Miguel Pinho fugiu e não tem direito a foto!!!





E... e Margarida Fernandes???
PARABÉNS MARGARIDA 3º Lugar no escalão! Grande tempo e prémio mais do que merecido...



A Paulinha? 
A Paula Marques foi uma corajosa que esteve sempre a dizer que não conseguia fazer esta prova e que não tinha preparação para tal... fez sim e muito bem!! Parabéns para ti também....





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

1º Trilho Urbano Portugal Running

Para quem está dentro do assunto muito se tem dito relativamente a este tema, particularmente e com autorização do Miguel Pinho, vou transcrever aqui o que ele escreveu e que subscrevo inteiramente....  após ler este texto só posso dizer que fiquei sem palavras!!!



Miguel Pinho
Então agora só falo eu.....


1º Trilho Urbano Portugal Running. Para quem não sabe, chamo-me Miguel Pinho , tenho 41 anos,casado , pai, natural da Freguesia de São Jorge de Arroios, criado na Graça e alfacinha. Feitas as apresentações,
tenho a dizer que quem criou este evento fui eu, e se tiverem alguma dúvida, disponham. Desde há cerca de um ano que entrei em várias páginas facebookianas,sendo mais assíduo na do Portugal Running. Este grupo, embora digam o contrário, é muito bem frequentado, bem como os restantes grupos. São grupos constituídos por pessoas, que ali relatam as suas vivências e conquistas, e merecem todo o respeito. Além de amantes das corridas e caminhadas, podemos encontrar ex-atletas, ex-sedentários, ex-fumadores e ex-obesos. Pessoas com carácter, muita força de vontade, que se devem orgulhar por não se resignarem a essa ex-condição, mas há quem os chame de vaidosos. Para quem não me conhece, e não vou fazer uma autobiografia, tenho bastante sentido de humor, respeito o próximo, sou solidário e voluntário. Prezo a amizade e a cumplicidade. Há quem duvide que eu saiba o que é desportivismo, mas também sei o que é a derrota e a vitória. Fui atleta federado e de selecção, com títulos nacionais, mas num outro cenário e modalidade. Sei perfeitamente o que é lidar com o sofrimento e a pressão, pois tive grandes mestres. Relativamente ao evento, e tudo o que foi escrito, dito, blogado, e pensado, tenho a dizer que aceito todas as criticas, observações, e opiniões. Não quer isto dizer que sejam justas, verdadeiras e sensatas. Falam do que não sabem, especulam o que não ouvem ou lêem, deixando no ar um sentimento de desconfiança e mau estar. A minha liberdade não está á venda, nem tem preço, tal como os meus direitos. Aos indignados, informo que querer silenciar alguém com ameaças judiciais, só porque faz perguntas incómodas e pertinentes, é bem mais grave e não deve passar em branco. O evento não é do tempo da outra senhora, nem eu, mas sim a atitude de quem pensa que é senhor de um “lápis azul”, de uma cidade e de uma mente iluminada que tudo de bom faz pelo desporto em Portugal. Por acaso alguém se deu ao trabalho de perguntar á pessoa responsável pelo evento quais eram as verdadeiras intenções e de que forma se realizará? Possivelmente alguns foram mandados, outros tomaram as dores. Resolveram expressar as suas frustrações de forma vil e desagradável, ferindo pessoas de bem e bem-intencionadas sem as conhecer verdadeiramente. Tenho coluna vertebral que me ajuda a percorrer caminhos e mantém em pé. Não rastejo, nem fico na sombra á espera do proveito alheio. Muito menos abano o rabo ao 1º osso que atiram, por vezes resultado de sobras. Quem é que falou, ou escreveu, em se infiltrar na prova, usufruir do que os outros pagaram, fazer o mesmo trajecto? Existe um evento que, no seu todo, de comum tem muito pouco com a prova. Mas é mais fácil chamar chico esperto, tuga, vaidoso, palhaço, anti-prova, penetra, invejoso, egoísta, ignorante e pseudo-atleta,. Acusar de sentimento anárquico, do quero posso e mando, ter argumentos delirantes, de não ter espírito de atleta, de fazer triste figura, que pensava que me iam sugar o dinheiro, que sou dono da cidade e indecente. Para quem já está a esfregar as mãos, desengane-se pois não é vitimização mas sim exposição de palavras difamatórias e levianas. Todos nos precipitamos na vida, quer através dos actos ou palavras. Temos direito á indignação, ao protesto, á opinião e liberdade de pensamento. Mas não nos podemos esquecer do dever de respeito pelo próximo. O evento vai servir, para os aderentes, como mais um treino e não de uma prova. Se alguém entender pegar na ideia para futuros eventos, penso que os organizadores terão outro cuidado e mais imaginação. Mais poder de encaixe e humildade nas criticas, fazendo assim com que proporcionem um produto mais atractivo, reformulando o modelo e preço das provas. Quanto á minha pessoa podem ficar descansados, pois não faço intenção de fazer disto escola. 

Aproveitem para reflectir, pensar ou algo do género. 
Saudações desportivas.