Seja lá o que isto quer dizer.... Subir e descer e ganhar força nas pernas...
Vem aí Meia Maratona das Lampas ups! "Rampas" !!!
No primeiro ano que fiz esta prova "jurei" (em falso !!!) que não ia mais... no segundo ano achei uma maravilha!!!
Vá-se lá compreender "esta mulher" :-)))
E por isso e por se falar em muita coisa fui lendo aqui e acolá e mais uma vez encontrei um texto interessante. Pode ser que muitos já o tenham lido... eu não! Claro que há algumas coisas que já sabia mas outras que foram novidade.
Subir escadas é benéfico no treinamento do corredor fundista?
Resposta do Professor Carlos Gomes Ventura
Sempre trabalhei atletas usando terrenos acidentados, ladeiras, montanhas, escadas para que estes tipos de exercícios dessem condições de melhora na força muscular dos membros inferiores, sem o uso de musculação em maquinas, determinação ao esforço solicitado e o corredor aproveitando e usando o peso do seu próprio corpo.
Logicamente as escadas, usávamos muito todos os degraus das arquibancadas do Morumbi, e do Centro Olímpico, os treinos sempre foram feitos com extremo cuidado para se evitar lesões, deixando explicito que somente o uso dos degraus para subir evitando a descida devido ao impacto que seria negativo.
Os intervalos sempre bastante calculados na programação e a alternância dos dias de treino também. Muitas vezes induzi meus atletas a fazerem os degraus das arquibancadas em substituição a subida da Av. Brigadeiro Luiz Antonio ou a Consolação (quando subíamos) os resultados foram positivos.
Em uma das São Silvestre quando ainda se subia a Consolação um dos meus fundistas, que teve resultado razoável na prova, atribuiu sua performance as escadas feitas no treinamento com bastante intensidade.
Carlos Gomes Ventura (Carlão)
blog: carlosventura8085.blogspot.com
Livro Manual do Corredor - A Grande Pirâmide
Resposta do treinador Nilson Duarte Monteiro
Sim. Então vejamos, não só subir como descer também é benéfico, porém, todo cuidado é pouco. Subir, bem como descer, deve-se fazer nas pontas do pés, principalmente descer, pois todo mundo tem a mania de descer tocando o solo com o calcanhar, haja coluna vertebral para aguentar o tranco.
Quando eu era atleta do Vasco da Gama, lá pelo idos de 1974, 75, nossos técnicos (tínhamos dois, Waldomiro Monteiro e Valdemar Montezano). Na época da base éramos levados para fazer subidas na serra de Petrópolis ou Corcovado, longões na areia (18km, Recreio dos Bandeirantes até a ponta da Barra da Tijuca), ou seja, de ponta a ponta e mais treinos de escadas (escadaria da Igreja da Penha).
Quando íamos fazer a escadaria da Penha, eles enfatizavam sempre, ponta dos pés na subida e na descida. Outro cuidado na subida da escadaria era pisar no centro do degrau, cuidado que eu não tive uma vez, estourei com a minha canela. Na parte final da subida, ou seja, quando a gente está mais pra lá do que prá cá, não prestei atenção e pisei em falso. Gente, me lembro da dor até hoje, pensei que tinha quebrado a tíbia. Levei quase um ano para fechar a pereba, treinava assim mesmo, mas a ferida era enorme e não sarava por nada, ainda mais sendo na parte que não tem nem um músculo, o fechamento da ferida demora mais tempo, em corredor de fundo é pior, porque o sujeito é só pele e osso, ou como dizem, só a gaióla.
Descer também tem-se que ter cuidado para não escorregar e cair sentado, além de descer correndo, pois descer andando demora mais e não trabalha direito os glúteos, ou no português claro, a parte de trás das pernas, essencial na corrida, mais até do que a parte da frente, a parte posterior da perna é que nos faz ir pra frente. Tenho um amigo, alguns já ouviram falar dele, Delmir dos Santos, um dos melhores corredores de fundo que já tivemos. Ele sempre dizia, correr a 3/1 dói a bunda, ou seja, aquele corredor que não tiver a musculatura traseira da perna fortalecida, vai sofrer na corrida, muito mais se correr em ritmo forte do começo ao fim da prova. Eu me lembro que quando dava tiro de 1.000m para 2'40", o que mais doía era ela, a bunda.
Descer escada, correr de costas, descer sempre vai ajudar a trabalhar/fortalecer a parte de trás da perna, pois é os músculos traseiros que nos levam para frente.
É isso, subir e descer escada é excelente para corredor de fundo, mas, é preciso praticar esse exercício com cuidado, sem exagero e com freqüência de uma vez por semana no máximo e na base.
Resposta do Professor Carlos Gomes Ventura
Sempre trabalhei atletas usando terrenos acidentados, ladeiras, montanhas, escadas para que estes tipos de exercícios dessem condições de melhora na força muscular dos membros inferiores, sem o uso de musculação em maquinas, determinação ao esforço solicitado e o corredor aproveitando e usando o peso do seu próprio corpo.
Logicamente as escadas, usávamos muito todos os degraus das arquibancadas do Morumbi, e do Centro Olímpico, os treinos sempre foram feitos com extremo cuidado para se evitar lesões, deixando explicito que somente o uso dos degraus para subir evitando a descida devido ao impacto que seria negativo.
Os intervalos sempre bastante calculados na programação e a alternância dos dias de treino também. Muitas vezes induzi meus atletas a fazerem os degraus das arquibancadas em substituição a subida da Av. Brigadeiro Luiz Antonio ou a Consolação (quando subíamos) os resultados foram positivos.
Em uma das São Silvestre quando ainda se subia a Consolação um dos meus fundistas, que teve resultado razoável na prova, atribuiu sua performance as escadas feitas no treinamento com bastante intensidade.
Carlos Gomes Ventura (Carlão)
blog: carlosventura8085.blogspot.com
Livro Manual do Corredor - A Grande Pirâmide
Resposta do treinador Nilson Duarte Monteiro
Sim. Então vejamos, não só subir como descer também é benéfico, porém, todo cuidado é pouco. Subir, bem como descer, deve-se fazer nas pontas do pés, principalmente descer, pois todo mundo tem a mania de descer tocando o solo com o calcanhar, haja coluna vertebral para aguentar o tranco.
Quando eu era atleta do Vasco da Gama, lá pelo idos de 1974, 75, nossos técnicos (tínhamos dois, Waldomiro Monteiro e Valdemar Montezano). Na época da base éramos levados para fazer subidas na serra de Petrópolis ou Corcovado, longões na areia (18km, Recreio dos Bandeirantes até a ponta da Barra da Tijuca), ou seja, de ponta a ponta e mais treinos de escadas (escadaria da Igreja da Penha).
Quando íamos fazer a escadaria da Penha, eles enfatizavam sempre, ponta dos pés na subida e na descida. Outro cuidado na subida da escadaria era pisar no centro do degrau, cuidado que eu não tive uma vez, estourei com a minha canela. Na parte final da subida, ou seja, quando a gente está mais pra lá do que prá cá, não prestei atenção e pisei em falso. Gente, me lembro da dor até hoje, pensei que tinha quebrado a tíbia. Levei quase um ano para fechar a pereba, treinava assim mesmo, mas a ferida era enorme e não sarava por nada, ainda mais sendo na parte que não tem nem um músculo, o fechamento da ferida demora mais tempo, em corredor de fundo é pior, porque o sujeito é só pele e osso, ou como dizem, só a gaióla.
Descer também tem-se que ter cuidado para não escorregar e cair sentado, além de descer correndo, pois descer andando demora mais e não trabalha direito os glúteos, ou no português claro, a parte de trás das pernas, essencial na corrida, mais até do que a parte da frente, a parte posterior da perna é que nos faz ir pra frente. Tenho um amigo, alguns já ouviram falar dele, Delmir dos Santos, um dos melhores corredores de fundo que já tivemos. Ele sempre dizia, correr a 3/1 dói a bunda, ou seja, aquele corredor que não tiver a musculatura traseira da perna fortalecida, vai sofrer na corrida, muito mais se correr em ritmo forte do começo ao fim da prova. Eu me lembro que quando dava tiro de 1.000m para 2'40", o que mais doía era ela, a bunda.
Descer escada, correr de costas, descer sempre vai ajudar a trabalhar/fortalecer a parte de trás da perna, pois é os músculos traseiros que nos levam para frente.
É isso, subir e descer escada é excelente para corredor de fundo, mas, é preciso praticar esse exercício com cuidado, sem exagero e com freqüência de uma vez por semana no máximo e na base.
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