segunda-feira, 30 de novembro de 2009

GRANDE PRÉMIO DO NATAL

http://www.gpnatal.aalisboa.com/index.php?id=20cb2b5988e63b008d608e845fc8c222a9881a78

A Associação de Atletismo de Lisboa vai organizar o "52º Grande Prémio de Natal", a realizar no dia 13 de Dezembro de 2009. com novo local de partida para a prova principal, mantendo-se, contudo, o local de chegada – Praça dos Restauradores.


As inscrições podem ser realizadas através do endereço da internet: wwww.gpnatal.aalisboa.com ou nas instalações da Associação de Atletismo de Lisboa (AAL), até ao dia 8 de Dezembro de 2009.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A história de... Vítor Dias, corredor de pelotão


Vício da corrida fez um escritor
A história de... Vítor Dias, corredor de pelotão
Ontem
CARLA SOFIA LUZ
O desafio de um amigo para uma corrida semanal converteu-o num atleta de maratonas sem febre de competição. O "vício" fê-lo parti-lhar desabafos e conselhos num blogue que agora passa a livro.
"Já correu hoje?". O desafio é de Vítor Dias, que passou de atleta de ocasião a "corredor do pelotão" em dois anos. Aos 39 anos, começou por deixar o apelo à prática desportiva sem ânsia da competição entre desabafos, relatos de provas, notícias e conselhos para estreantes no blogue correrporprazer.com. Em 11 meses, a página, criada pelo técnico de informática da Câmara do Porto, conquistou a atenção de 70 mil pessoas de 91 países, sobretudo de Portugal e do Brasil, que partilham experiências e dúvidas.
Quando voltou a calçar as sapatilhas, que ocasionalmente retirava do armário, para a corrida semanal com os Porto Runners, no Parque da Cidade do Porto, nunca imaginou que, em dois anos, já teria cruzado a meta em três maratonas (Porto, Paris e Berlim) nem que o blogue se converteria num livro . "Correr por prazer" combina o relato de experiências do corredor, natural de Campo (Valongo), os conselhos de nutrição e a informação sobre lesões.
A enfermeira de reabilitação Ana Maria de Freitas e a nutricionista Filipa Vicente são co-autoras do livro, que será lançado depois de amanhã (às 16 horas) no Pavilhão Rosa Mota. Horas antes do tiro de partida da sexta maratona do Porto que conta já com mil inscrições. E foi na prova do ano passado que Vítor Dias se estreou nas maratonas.
Costumava dizer que um dia gostaria de correr numa maratona. Um desejo que julgava tão possível quanto "viajar até à Lua". Bastou começar a correr todas as semanas para reanimar o sonho. "Quando comecei nem sequer conseguia correr mais de meia hora seguida", lembra. A regularidade deu-lhe mais pulmão, como costuma dizer. E, três meses antes da maratona do Porto, tomou a decisão de que estaria entre os 600 corredores.
A preparação é dura. Faça sol ou chuva, tem de calçar as sapatilhas cinco dias por semana e percorrer mil quilómetros. E, no dia da prova, cumprir os 42 exigidos. Fê-lo por três vezes no Porto, em Paris e em Berlim. A da Invicta, garante Vítor Dias, tem o trajecto mais bonito, muito próximo do mar e do rio. "Onde sofri mais foi na maratona de Paris. À volta dos 35 quilómetros, pensei que não me metia mais nisso. No dia seguinte, inscrevi-me na prova de Berlim", adianta. A verdade é que não pode passar sem as corridas semanais. "Nós somos viciados na corrida. Quando ficámos parados, sentimos muito falta".

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A maratona faz mal ao coração?

Li este artigo no site:

Achei muito curioso e interessante, parte dele transcrevo aqui:

Embora vários estudos tenham detectado indícios de danos cardíacos a curto prazo em corredores de maratona, os benefícios de exercício regular parecem ser superiores aos riscos. Mesmo assim o estudo é perturbador.

Esta semana, a revista “Runner’s World” entrevistou Paul Thompson, director do departamento de cardiologia do Hartford Hospital e há muito corredor de maratona, que estudou a relação entre o exercício físico e as doenças cardíacas.
Thompson propõe uma série de explicações para o surto invulgar de mortes. Podemos estar a assistir a mais mortes pela simples razão de haver, hoje, muito mais corredores a participarem nesses eventos. Pode ser também que essas mortes sejam apenas casos aleatórios para os quais não há justificação racional.

Embora Thompson tranquilize as pessoas relativamente às corridas de maratona, também refere que ainda não se sabe muito a esse respeito. “Não há dúvida de que a maratona é uma prova muito dura e exigente”, disse ele à “Runner’s World”. “Estamos certos de que as pessoas que praticam exercício físico correm menos riscos cardiovasculares do que as que não praticam, mas a verdade é que não temos a certeza de que isso se aplique aos corredores de maratona”.

Exclusivo “The New York Times”

Café: ele pode mudar suas corridas

Cafeína e exercícios. A cafeína talvez seja o estimulante mais usado no mundo. Rapidamente absorvida pelo organismo, atinge seu ponto máximo no sangue entre uma e duas horas depois de ingerida. Como consegue alcançar a maioria dos tecidos, tem potencial para afectar todos os sistemas do corpo. Após o uso, a cafeína remanescente é decomposta no fígado e os subprodutos são eliminados pela urina.

Estudos laboratoriais nos anos 70 sugeriam que a cafeína melhorava o desempenho nos exercícios, aumentando a liberação de adrenalina no sangue e reduzindo dessa forma a necessidade de usar carboidratos. Pesquisas mais recentes, divulgadas pelo American College of Sport Medicine (julho de 99), dão conta que a ingestão de 3 a 9 miligramas de cafeína por quilo de peso do atleta uma hora antes do exercício aumenta a performance tanto na corrida como no ciclismo de longa duração.

Já no caso das actividades de curta duração, embora sugiram que a ingestão de cafeína melhora o desempenho durante um exercício que dure aproximadamente 5 minutos, especificamente em relação às corridas as mesmas pesquisas não são conclusivas. Estabelecem que a ingestão de cafeína não parece melhorar o desempenho em corridas, mas julgam necessários novos testes para confirmar tal parecer.
Nutricionista, fitoterapeuta e colaboradora da Associação Paulista de Nutrição, a Dra. Vanderli Marchiori reforça as duas teses: "Separando os corredores em fundistas e velocistas, os efeitos da cafeína são mais benéficos para os que fazem provas longas, mas dependendo da quantidade consumida podem levar à desidratação celular e isso pode potencializar a perda de electrólito, já comum desta actividade. Em relação ao grupo dos velocistas pode haver aumento na vontade de urinar, atrapalhando a concentração e comprometendo o rendimento".

domingo, 25 de outubro de 2009

Corrida do Tejo


Melhorei este ano... mas não consegui fazer o tempo a que me propus :-(

Aquelas subidas matam-me!

Mas durante a corrida tive um agradável incentivo, passei a correr.... vejam bem, ultrapassei a Rosa Mota hehehehehe e cumprimentei-a, ela deu-me um toque no ombro e disse "Força!", juro que me senti emocionada e não me chamem piegas.

A Corrida do Tejo para mim é das mais bem organizadas das que participei.

Parabéns aos organizadores e espero estar presente em 2010!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Nutrição para corredores


NOZ / AMENDOAS / AMENDOINS

Há muito tempo que têm uma má reputação por serem ricos em gordura e calorias, o que contribui para um aumento de peso dos corredores.

Mas segundo os investigadores, as nozes, amêndoas, amendoins e outros do mesmo tipo, em conjunto com vitaminas e cereais são excelentes para dar energia e contribuem como antioxidantes. É bom para o coração e o seu funcionamento.

Essa foi a conclusão da Food and Drug Administration (FDA), que lançou uma alegação de saúde qualificados, em 2003, afirma que comer 1,5 onças (cerca de um punhado) de nozes por dia pode reduzir o risco de doença cardíaca. Isto porque a maioria da gordura é monoinsaturada e poliinsaturada, demonstram menores níveis de LDL (o chamado "mau colesterol"). "Essas gorduras são importantes para os corredores, porque elas têm um efeito anti-inflamatórios no corpo", diz Nancy Clark, RD ", e pode ajudar a reparar lesões musculares que criam a inflamação."

NOZES
As nozes são muito ricas na base de plantas omega-3 ácidos gordos ALA (Ácido Alfa Lipóico - é um dos antioxidantes mais eficazes no combate aos radicais livres). Um estudo recente indica que ALA diminui a inflamação que pode danificar as artérias e pode ajudar a reduzir o colapso do osso. Os estudos mostraram também que as nozes podem aumentar os níveis de HDL (conhecido como bom colesterol) enquanto reduz o LDL.

AMÊNDOAS
Uma porção de amêndoas fornece 35 por cento do valor diário (DV) para a vitamina E, um poderoso antioxidante que pode ajudar a proteger contra doenças como o Alzheimer.

AMENDOIM
O amendoim é uma leguminosa de origem vegetal que pertence à mesma família do feijão e ervilhas. Têm um baixo índice glicêmico (índice glicêmico, ou glicemia, é um factor que diferencia os carboidratos, e está relacionado com o nível de açúcar no sangue), o que significa que são digeridos lentamente e ajudam a manter um nível equilibrado de açúcar no sangue.

domingo, 11 de outubro de 2009

A corrida envelhece?

Por um "tira teimas" hoje ao jantar com uns amigos em que comentavamos o facto de que correr envelhece ou não... pois cheguei a casa e vim pesquisar, para minha surpresa não é que tinham razão?
Mas a meu ver não é tanto assim....

Corrida envelhece?

  • R. Só se houver exagero", diz o médico ortomolecular Wilson Rondó Jr. A explicação é simples: 1% do oxigênio que inspiramos vira radicais livres, substâncias responsáveis pelo nosso envelhecimento. Durante um exercício intenso, respiramos mais e, portanto, a oxidação das células e a produção dos tais radicais é aumentada. "Feita com moderação, a atividade protege contra o envelhecimento. Mas quando é muito intensa, como corridas diárias de mais de uma hora, o resultado é invertido", explica Rondó. Uma dieta balanceada, com muitas frutas, verduras e legumes, alimentos ricos em antioxidantes, pode compensar o prejuízo.

.../....

  • De acordo com dois estudiosos, Cymet & Sinkov, em um artigo que revisou mais de 30 pesquisas sobre Ósteoartrite X Corrida de Longa Distância, não há evidências de que a corrida acelere ou provoque o desgaste das articulações em pessoas sem histórico deste tipo de lesão. Que fique bem claro: em pessoas que não possuem histórico para este tipo de lesão!
    Uma outra dupla de pesquisadores, Kojda & Hambrecht revisou mais de 90 pesquisas nesta área e indicam que o exercício pode ser visto como um antioxidante (que combate a acção nociva dos radicais livres) efectivo.
    E, para citar mais um artigo, mais dois estudiosos (Couilladr & Prefaut) na área abordam as pesquisas de forma mais completa. Eles acabam descrevendo aquilo que todos nós com bom senso já sabemos: que a corrida de longa distância e outras modalidades de exercício, quando em doses moderadas, ajudam a combater o stress oxidativo (que gera a formação dos radicais livres, que aceleram o envelhecimento) e que o exagero acaba aumentando esse mesmo stress oxidativo.
    Portanto, eu volto a citar um ditado que acredito ser muito verdadeiro nesta questão: “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”. Correr é bom demais, mas correr demais não é bom!

    Por Renato Dutra


Será? A melhor forma é buscar a literatura científica sobre o assunto e tentar entender se há algum fundo de verdade nisso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Por uma vida mais leve

Fazer de uma modalidade uma rotina saudável é o melhor caminho para se manter bem física e psicologicamente.

A falta de disciplina é um dos factores que pode contribuir para uma desmotivação, por isso o facto de se praticar desporto de uma forma assídua e responsável sinónimo também de maturidade, principalmente no caso da corrida.

A forma como o corredor vê a prática é determinante para seu sucesso A grande maioria desiste dos seus objectivos por falta de motivação e persistência. É preciso deixar a corrida tornar-se rotina

Quando o objectivo da corrida é meramente superficial, como, por exemplo, praticar apenas por charme de um corpo bonito, por moda, sei lá … . chega a um certo momento em que se torna sem valor, cansativo, pois não oferece nada mais que isso, porque é superficial!

É necessário um comprometimento válido, prazer na própria corrida e sua valorização.
A prática desportiva deve ser vista como um meio de terapia, como o momento que dedicamos a nós próprios, superando etapas e divertindo-nos, assim como a saúde física é beneficiada a emocional sofrerá também uma grande transformação.


A falta de tempo pode ser real, mas na maioria das vezes é uma desculpa para nos tornar preguiçosos. Mais uma vez a falta de motivação. Quando alguém quer mesmo alguma coisa ela arranja tempo para ela, sempre foi assim e sempre será!
Ouço essa desculpa muitas vezes e canso-me de repetir que para mim isso não é desculpa!

Quanto a preguiça está aliada à falta de disposição mental, afecta o físico e resulta em morosidade e lentidão, o cansaço é meramente físico.

O corredor deve avaliar como vai sua alimentação e seu sono (contra mim “falo” na questão do sono!), ingredientes fundamentais para o bom funcionamento do corpo. E quando planeamos uma meta a ser alcançada, devemos sempre levar em conta todos os factores que fazem parte.


O corredor deve pensar que os períodos menos bons vão servir para que ele se fortaleça ainda mais, superando os desafios e obstáculos que a vida coloca em seu caminho. Deve-se aprender a saber superar-se nas situações mais difíceis e reconhecer que aquele é só um momento, o próximo será uma grande surpresa. É preciso estar sempre preparado para uma nova e boa oportunidade de crescimento, seja no desporto ou na vida.

Perseverança e muita paciência, acima de qualquer dificuldade.

O primeiro passo positivo:

• Criar metas! é preciso ter objectivos realistas e atingíveis, caso contrário será uma frustração;
• A disciplina é a chave para alcançar o sucesso, ainda mais na corrida;
• Manter o foco em cada treino: dar o máximo para cumprir os treinos propostos;
• Reunir os amigos: treinar com eles;
• Mudar de ares: correr em lugares novos, com novos ambientes.

Li que a posição e o movimento correctos dos braços interferem na performance!

IMPOSSIBLE IS NOTHING (by Adidas)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Qual o melhor treino?

Qual é o treino de corrida que é mais eficiente? Pelos parques, ruas e avenidas ou em cima das máquinas? Não há uma resposta única. Segundo especialistas, tudo depende dos objectivos, que variam desde a manutenção da forma física até participação em corridas visando performance, passando pela disponibilidade de tempo e local para correr e factores motivacionais. Como o equilíbrio é sempre a melhor alternativa, o conselho dos treinadores é que ao invés de escolher um estilo, que se mescle os dois.

Mas para quem gosta de participar de provas, a passadeira não pode ser a única forma de treino, mas sim uma opção. Um bom treino inclui corridas em ambos, podendo ser 50% cada.

Rua / Vantagens
- Simular a realidade de prova
- Maior desenvolvimento dos músculos responsáveis pela impulsão gerada no deslocamento do corredor
- Psicologicamente mais motivante
- A duração do treino se torna mais imperceptível em razão do movimento ser realizado ao ar livre, com variação de cenário.

Rua / Desvantagens
- Maior atrito
- Maior impacto
- Velocidade variável
- Ritmo incerto
- Trânsito
- Terrenos acidentados (buracos)
- Altamente lesivo se realizado em excesso
- Exposição a condições climáticas adversas.

Passadeira / Vantagens
- Menor atrito
- Menor impacto
- Logística: maior precisão no controle da FC, tipo de percurso, intensidade e volume
- Ritmo certo controlado pelo equipamento
- Não há exposição a condições climáticas adversas
- Quando se está localizado à frente de um espelho, ajuda na correcção da técnica de corrida pelo meio visual

Passadeira / Desvantagens
- Difícil troca de calor devido ao ambiente fechado
- Necessidade de preocupação extra com hidratação
- Dificuldade para realização de treinos longos
- Pode ser altamente lesivo, por submeter a articulação do joelho a um movimento oposto ao sentido de funcionamento
- O amortecimento e a característica estacionária do equipamento não substituem por completo o treino de corrida na rua